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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Delinquentes do futebol ameaçam, ofendem e nunca são punidos

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

24/10/2021 12h09Atualizada em 24/10/2021 12h09

O Santos começou a perder para o América com uma falha gritante de Jean Motta. Pênalti, gol e vermelho.

O Flamengo começou a perder para o Fluminense quando Renê vacilou na marcação de John Kennedy.

Foi o bastante para que os covardes ameaçassem de morte a mulher de Jean Motta. De morte.

E nem adiantou Renê fazer um gol. Foi chamado de paraíba desgraçado.

São covardes, que atuam nas sombras das redes sociais. Que abusam do anonimato. Ilusão achar que o futebol seria uma ilha de compreensão. O país está tomado pelo ódio há um tempo. O exemplo vem de quem se elegeu prometendo metralhar os adversários.

Mas a culpa não é só dele, não. Atrás de nossa malemolência, de nosso dom para o samba, da vontade de contar piada somos um povo violento.

Contra mulheres, contra negros, contra pobres, contra gays, contra pretos gays. Marielle está aí.

Basta um pênalti, basta um descuido para que a panela exploda e o brasileiro mostre sua cara verdadeira, crispada de ódio.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL