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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Sylvinho criou um beco sem saída

Sylvinho lamenta erros de passe do Corinthians no clássico contra o São Paulo - Reprodução
Sylvinho lamenta erros de passe do Corinthians no clássico contra o São Paulo Imagem: Reprodução
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

20/10/2021 11h55

Sylvinho tem problemas sérios a resolver. Problemas causados por ele mesmo, que é mais um treinador muito fiel às suas ideias. Tão fiel a elas que não vê a realidade do time.

O fato: a marcação está fraca. A defesa está exposta.

Como resolver?

Vejo duas opções:

1) O modo tradicional, com um volante de marcação ao lado de Cantillo. Ou melhor ainda, um volante de marcação junto a um jogador área a área, como Elias ou Paulinho.

2) Todo mundo marca. Quando o time estiver sendo atacado, Giuliano e Renato Augusto precisam voltar. Os dois e mais Cantillo formam um trio de com muita qualidade no passe. Poderia haver uma saída muito boa, privilegiando o toque ou lançamentos para Guedes, GP ou Willian.

São duas opções.

Do jeito que está, é perigoso ficar.

O jogo contra o São Paulo deixou claro. O trio Liziero, Gomes e Sara tsm média de 23 anos. Giuliano, Cantillo e Renato têm média de 31 anos. Correram muito mais, marcaram muito mais, competiram muito mais e mandaram no meio campo.

É lógico. Ali, havia um espaço fértil deixado pelo Corinthians, com Cantillo atrás, distante de GP, Adson, Giuliano e Renato.

Os espaços são maiores ainda por causa da postura dos laterais. Para Sylvinho, devem ser primordialmente defensores, o que tem uma certa lógica. Mas Fagner defende bem e ataca bem. Por que abrir mão dessa qualidade?

Em resumo, o 4-1-4-1 de Sylvinho é muito estático. Entre o primeiro 1 e segundo 4, há um latifúndio que o São Paulo ocupou muito bem.

Ou Sylvinho resolve a equação ou o Corinthians vai sofrer.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL