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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: São Paulo de Crespo é um deserto de ideias e um mar de apatia

Técnico Hernán Crespo durante empate sem gols entre São Paulo e Atlético-MG, pela 22ª rodada do Brasileirão - Marcello Zambrana/Marcello Zambrana/AGIF
Técnico Hernán Crespo durante empate sem gols entre São Paulo e Atlético-MG, pela 22ª rodada do Brasileirão Imagem: Marcello Zambrana/Marcello Zambrana/AGIF
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

03/10/2021 18h20Atualizada em 03/10/2021 18h35

O São Paulo patina no Brasileiro. A cada jogo a torcida cai na pegadinha dos três pontos: Juventude, América, Cuiabá e Chapecoense duas vezes.

"Quando faltar pernas vai chegar o coração" se mostrou apenas uma frase bem bolada de Crespo. Em campo, não é o que se vê.

E fica aquela impressão que logo vai acontecer algo ruim. Foi assim contra a Chapecoense. Um belo gol de Rigoni. Um gol perdido de maneira incrível por Rigoni.

E nada de resolver o jogo. Então, vem o castigo merecido.

Não há ideias em campo. O time joga apenas pelos lados. Não há construção pelo meio. Galeano foi mal. E Welington cruzou mal. Reinaldo iria melhor.

O final do jogo foi na base dos chuveirinhos. E chuveirões. Vinte e nove no total e apenas onze corretos.

Cruzamentos para quem? Rigoni, Luciano, Calleri, Marquinhos e Igor Gomes se revezavam entre as pontas e o meio da área. E nada.

Hoje em dia há muitos segredos na preparação da equipe. Os repórteres não têm acesso aos treinos. Fica difícil opinar sobre algumas decisões.

Benítez, por exemplo. Jogou muito mal contra o Fortaleza. Não tem decidido. Mas seria mais útil que Gabriel Neves, que nem entrou. Ainda mais porque Sara estava fora. Seria uma opção de armador, juntamente com Vitor Bueno.

Crespo também demorou para colocar Marquinhos. Um ponta para dar profundidade. Entrou aos 36 minutos do segundo tempo.

Crespo não está conseguindo pensar além do previsível.

Faltam ideias, faltam pernas e o coração está gelado.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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