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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Flarinthians faz bem ao futebol e prova a grandeza do Palmeiras

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

01/10/2021 14h06

O jornalista Gabriel Amorim, palmeirense, está feliz da vida ao perceber que seu time terá a maior torcida do Brasil contra ele no dia 27 de novembro. É a união de flamenguistas, corintianos e outros.

Está certo o Gabriel. Com todo o respeito, se fosse a Ferroviária, pouca gente torceria contra. É o Palmeiras. Um gigante. Torcer contra é reconhecer a força desse clube.

Ao mesmo tempo, o Flumifogo da Gama estará torcendo contra o Flamengo.

A rivalidade é fruto da grandeza do futebol, o maior esporte já inventado. E, sendo repetitivo e exagerado, a maior invenção já inventada.

As pessoas amam seus clubes. E as pessoas são passionais. Amam seus clubes e não querem ver o sucesso dos rivais. Ódio é ruim, mas é por aí.

Se um corintiano torcer para o Palmeiras, o que ganha em troca? A honra do futebol paulista? O direito de não receber uma gozação no trabalho? Ou do cunhado?

E, digamos que resolveu torcer pelo Palmeiras. Será trolado do mesmo jeito. E, pior, será difícil achar um flamenguista para brincar.

O dia em que palmeirenses e corintianos tiverem as mesmas aspirações em um jogo de futebol é porque o futebol, como o conhecemos e amamos, terá acabado.

E vai ser muito triste

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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