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ANÁLISE

Texto baseado no relato de acontecimentos, mas contextualizado a partir do conhecimento do jornalista sobre o tema; pode incluir interpretações do jornalista sobre os fatos.

São Paulo segue a cartilha do rebaixamento

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

23/06/2021 21h22Atualizada em 23/06/2021 21h45

Há uma conta simples de enunciar e difícil de concretizar para quem deseja ser campeão brasileiro: ganhar em casa e empatar fora. São 76 pontos e o título.

O São Paulo está seguindo uma cartilha inversa: empata em casa e perde fora. Serão 19 pontos. E o rebaixamento.

Não é o caso de ser catastrófico. O time pode reagir. Precisa ser rápido para que se consiga algo mais do que escapar do rebaixamento. Até vaga na Libertadores já está difícil.

O empate contra o Cuiabá mostrou (confirmou) algumas deficiências.

1) O desequilíbrio emocional - Depois que sofreu o gol de empate, o time se perdeu em campo.

2) Luan faz falta - Não há jogador de característica semelhante no elenco. Sem ele, a defesa fica desprotegida.

3) Falta de um definidor - O time começou com Eder e Rigoni. Terminou com Vitor Bueno, Pablo e Rojas. Eder ainda pode melhorar, Rigoni não é atacante e os outros três não assustam, principalmente Pablo.

4) Desfalques por contusão - São muitos. Gabriel Sara saiu após uma falta. Rigoni pediu para sair. Miranda e Luciano com distensão. Luan também. Daniel Alves e Benitez estão voltando. São os que eu lembrei.

Desfalque pela Copa América - Arboleda faz muita falta.

Desfalque por Olimpíada - Daniel Alves, 37 anos, vai cumprir seu "sonho olímpico" e disputar um torneio sub-23.

É muito problema junto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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