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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Superliga é elitista como a Copa União e o fim dos Estaduais

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

20/04/2021 12h11Atualizada em 20/04/2021 13h48

A criação da Superliga tem sido muito criticada no Brasil. São dois motivos principais: a negação do mérito esportivo e o estrangulamento dos clubes pequenos.

Foi exatamente o que ocorreu no Brasil em 1987. Os grandes clubes criaram a Copa União e não permitiram a participação de Guarani, vice-campeão, e América-RJ, quarto colocado em 1986.

Onde está o mérito esportivo? Onde está a meritocracia?

A Superliga também levará muitos patrocinadores dos campeonatos nacionais. Os clubes terão menos dinheiro e menos atenção. A televisão dará mais importância aos grandes. Indiretamente, os campeonatos nacionais estarão sendo deixados de lado.

Interessante é que muitos colegas revoltados com a Superliga defendem a Copa União, excludente, e querem acabar com os campeonatos regionais.

Em São Paulo, há cinco divisões, cada uma com 16 clubes. Cada clube emprega 25 jogadores, médicos, massagistas, fisioterapeutas, treinadores de goleiro, motoristas de ônibus...

Todos perderiam emprego.

E o cara que torce para o Guaçuano, para o Águia de Marabá, para o Poconé? O que devem fazer? Sentar na frente da televisão e ver a Superliga? Ou, quem sabe daqui a alguns anos, a SupermegablasterLiga, com quatro times? Ou cinco?

Não adianta ser contra o elitismo na Europa e praticá-lo aqui. Não adianta se preocupar com o Sassuolo e abandonar a Portuguesa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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