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São Paulo tropeça em Lomba e nas deficiências de seu elenco

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

26/09/2020 21h12

Uma linda cabeçada de Daniel Alves e a espetacular defesa de Marcelo Lomba impediram a vitória do São Paulo sobre um Inter que jogou com dez, após a expulsão de Zé Gabriel aos 15 minutos do segundo tempo.

É uma leitura correta, ainda que superficial. Tem muito mais caroço nesse angu.

O site SofaScore mostra 18 finalizações do São Paulo, seis delas no gol. O Inter teve quatro, apenas uma no gol.

É a comprovação de que o São Paulo não é um time letal. Tem dificuldades para matar o jogo.

Não mata porque não tem um matador. Pablo, o centroavante, tem média na carreira de um gol a cada quatro jogos. Centroavante bom faz um gol a cada dois jogos.

Pablo não tem força para fazer o pivô, não é um grande cabeceador. É muito mais um auxiliar de atacante principal.

Luciano está sempre bem colocado e já fez cinco gols. Também não é o centroavante clássico. Brenner também não. Trellez é, mas é grosso.

Dá para se virar assim? Dá, mas é preciso definir de primeira, chutar mais forte...O São Paulo ajeita muito, antes de definir. Tchê Tchê teve uma chance clara e demorou para chutar.

Bem, quem tem um a mais, tenta aumentar o campo, jogar pelo lado do campo. Diniz demorou 15 minutos para colocar Paulinho Boia. Podia ter posto antes, mas daria certo? Talvez, mas Bóia não é um Antony, um Soteldo e muito menos um Marinho. Ou Keno.

O clube não tem dinheiro para contratar. Precisa se virar com o elenco que tem.

Difícil conseguir mais que um quinto lugar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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