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Vida louca leva Holyfield à lona

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

13/08/2020 10h27

O que se pode perder em uma mansão de 109 quartos? Animais de estimação, mesmo que sejam grandes como uma zebra ou lhama. Pode-se perder um filho. Brincar de esconde esconde em um lugar assim pode durar dias.

Não sei se Evander Holyfield brincou assim com um de seus onze filhos, mas perdeu muito mais. Perdeu a própria mansão em Atlanta, símbolo de uma vida de ostentação e fastio. Perdeu mais. Uma fortuna de 1,7 bilhão.

Virou fumaça. As aplicações financeiras não foram boas. O molho barbecue com seu nome devia ser ruim. Os aparelhos de cozinha também foram um fracasso.

Nada explica, porém, o sumiço de tanto dinheiro. Seria preciso perder R$ 200 mil por dia para que 1,7 bilhão sumisse em 23 anos.

Hoje, Holyfield vive em um apartamento de dois quartos. Seria o sonho de muito trabalhador espalhado pelo mundo. Para ele, é o símbolo do fracasso. Deve remoer o fato a cada dia.

Ou, foi o contrário. Talvez Holyfield seja um seguidor de Jorginho Guinle, o brasileiro que teve uma vida glamourosa, com direito a namorar Jayne Mansfield e que terminou a vida bem pobre. A explicação foi mais ou menos assim: o segredo do bem viver é morrer sem um centavo no bolso, mas errei o cálculo e o dinheiro acabou antes da hora. Ele morreu com 88 anos e vivia de favor em um quarto no Copacabana Palace.

O apartamento de Holyfield não tem um bilionésimo do charme do Copacabana Palace, mas pode ser um bom lugar para boas lembranças de farras e festas que nunca voltarão. E, pelo menos, poderá brincar de esconde esconde com algum netinho.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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