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Campeonato precisa parar. O Brasil também

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

12/08/2020 04h00

A única coisa positiva no Brasileirão é o Covid-19.

Os testes - que deveriam ser feitos em maior quantidade - mostram um número de infectados proporcionalmente maior do que no Brasil.

Não há lógica. Gil participou da final do Paulista no domingo e na terça-feira testou positivo. O que aconteceu na segunda-feira? Como ele se infectou? Ou foi durante o jogo? Ou já estava infectado no domingo? Se estava, infectou algum outro jogador?

Não há certeza de nada. Houve problemas nos testes do Bragantino e Goiás realizados por um dos mais importantes hospitais do Brasil.

Não há coerência. O CSA, da Série B, tinha oito infectados e foi obrigado a jogar contra o Guarani. O Goiás tinha dez infectados e foi liberado de jogar contra o São Paulo.

E agora os oito do CSA são 18. E seu jogo foi adiado. E o Goiás vai jogar.

Quando teremos WO?

E a logística? Guarani x Cruzeiro jogaram em Campinas com arbitragem do Amazonas. Que vôo foi esse? Quantas horas? Usaram máscaras? Os outros passageiros usaram?

A Liga dos Campeões modificou seu formato. Sede única e menos jogos. A NBA também tem sede única. Exemplos que não foram seguidos.

Tem de parar o campeonato. Por 15 dias no mínimo. Fazer testes diários. Tomar precauções, diminuir deslocamentos, nova fórmula?

O futebol está repetindo o que foi feito no combate à pandemia no país. Nada. Deixa rolar. Vamos ver o que vai dar.

Vai dar morte.

Se o Brasil tivesse parado como fizeram países de Primeiro Mundo ou outros como Paraguai e Cuba, não haveria tantas mortes e as atividades econômicas teriam sido retomadas com segurança. O futebol também.

Mas quando ganância, insensibilidade, burrice e fanatismo dão as mãos, como os quatro cavaleiros do Apocalipse, temos a tempestade perfeita. É o que vivemos agora.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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