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Menon

Flamengo não tem culpa de ser competente e não é o único próximo a Jair

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

08/08/2020 13h40

Vi uma entrevista de Odair Hellman lamentando algumas disparidades que favorecem o Flamengo. A principal delas, a econômica. Com certeza, se refere à divisão do dinheiro vindo da televisão.

É verdade. Poderia haver uma diferença menor. Mas não há. Então, a discussão deve ter outro enfoque. O que os clubes fazem com o dinheiro que recebem e arrecadam?

O Flamengo, que recebe bem muito mais, que é o primo rico, soube ser, por anos, mais parcimonioso que os rivais que recebem menos. E a distância aumenta.

O Flamengo não tem culpa alguma da penúria que se instalou no Botafogo. Ou do Fluminense pós Unimed. Ou do Vasco autocraticamente dirigido por Eurico e Euriquinho.

Voltando ao Odair, como diz o flamenguista Bruno de Laurentis, ele nunca reclamou da disparidade financeira entre Inter e Aymoré, quando dirigia o Inter.

E, pergunto eu, se o Fluminense tivesse o mesmo dinheiro do Flamengo, contrataria Odair?

Há críticas sobre a ligação do Flamengo com Bolsonaro. Eu lamento que Landim tenha recusado uma homenagem a Stuart Angel Jones, ex-remador do clube e assassinado pela Ditadura Militar e corra a agraciar Bolsonaro.

Mas não é só o Flamengo. O Vasco estava junto, o Palmeiras o recebe para levantar taça etc etc.

Para alcançar o Flamengo, como diria a querida e amada Tia Glorinha, é preciso comer muita farinha. É bom começar logo porque a distância tende a aumentar.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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