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Racismo não merece desculpas, chef Benedetti

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

31/07/2020 16h15

O chef e dublê de jornalista Fábio Benedetti pediu desculpas a Marinho, atacante do Santos, por dizer que ele é burro e devia estar na senzala.
Não vou esclarecer o contexto da frase. Não existe contexto que justifique um crime.

Se eu for ao restaurante dele e meu prato vier com um rato morto, ouvirei desculpas? De que adianta? Aliás, se o seu restaurante for tão ruim como seus comentários...

A comparação com o rato morto não é exagerada. Somente uma pessoa negra poderia dizer isso. Só um negro sabe a dor do racismo.
Esse jornalismo, com dúzias de aspas, engraçadinho leva, mais cedo ou mais tarde, a crime. Quem dá voz a "palhaço", ouve o que o palhaço tem a oferecer. Piada. Mas o palhaço não sabe a diferença entre piada e crime.

Marinho não deveria aceitar desculpas. Em nome de milhões de negros ofendidos todos os dias, deve ir atè o fim.

Eu, como cidadão antirracista, não aceito desculpas.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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