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Na briga entre Flamengo e Globo, quem perdeu foi o Vasco

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

02/07/2020 13h46

A Globo rescindiu o contrato de transmissão do Caixão 2020. Alega que ele é superior e anterior à MP assinada pelo presidente Jair Bolsonaro, que permite ao clube mandante ser o "dono" de seu jogo e negociá-lo com quem quiser.

A MP foi assinada após uma vistos de Landim, presidente do Flamengo, e Campello, presidente do Vasco a Jair Bolsonaro.

O Flamengo, forte financeiramente, tentou vender o direito de seus jogos para a televisão aberta. Não conseguiu e transmitiu, ele mesmo, o jogo, com a sua televisão no YouTube.

Foi um sucesso. Mais de 2 milhões de pessoas acompanharam. Como um show de Henrique e Juliano, reis das lives.

E o dinheiro? O Flamengo não precisa do dinheiro do Carioca. Está usando a transmissão para acumular forças diante da próxima negociação com a Globo.

E o Vasco, que está seguindo os argumentos do Flamengo? Vai ficar sem jogos na Globo. E não vai dar retorno a seus patrocinadores. Vai explicar como?

O Vasco pensou ser forte como o Flamengo e saiu sem nada. Deveria ter percebido isso ao aceitar ser coadjuvante do grande rival.

Na briga do rochedo contra o mar, o Vasco foi um insignificante marisco.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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