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Deyverson explica fracasso de Felipão

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

22/06/2020 14h29

Uma notícia é de 14 de abril. Outra, é de hoje. Unidas, explicam o processo de decadência esportiva de Felipão, treinador campeão do mundo em 2002 e semifinalista em 2006 e 2014.

Vamos começar pela mais nova. O Getafe não quer continuar com Deyverson.

Vamos à mais velha. Felipão, em entrevista ao Lance!, em 24 de abril, explicava a queda do Palmeiras no Brasileirão do ano passado. Ele dizia que um jogador, após a parada da Copa América, havia voltado mal e não conseguia mais "fazer uma marcação muito forte no campo adversário".

O jogador?

Deyverson.

Ora, o que é o Getafe perto do Palmeiras? Nada.

E como Deyverson pode ser descartado do Getafe e ser fundamental no Palmeiras.

Felipão explica.

Como ele, com todos os recursos que o Palmeiras lhe dava, com o elenco que tinha, pode montar um time dependente de Deyverson?

Tome bola longa. Tome casquinha.

Pobreza tática dependente de pobreza técnica.

Sem contar simulação de contusões, entradas duras e cusparadas no rival.

Felipão amarrou seu destino ao de Deyverson. E o do Palmeiras também. O Palmeiras não aceitou e se livrou dos dois.

O Palmeiras é muito grande para depender de um treinador que depende de Deyverson.

Menon