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O grito de alerta de Andrés

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

12/05/2020 04h05

Andrés Sanches fez um estranho pedido à CBF: não quer que o Corinthians jogue à noite e nem aos domingos. Estranho pedido. Como também é estranho jogadores ganharem na Justiça adicional noturno.

Estranho, mas está na lei. Como também está na lei que, se um jogador atua no domingo e é obrigado a ir ao clube na segunda para fazer trabalho regenerativo não está tendo folga. O mesmo vale para quarta ou quinta.

Foi assim que Paulo André ganhou 750 mil reais do Corinthians.

O estranho pedido de Andrés é um grito de alerta. Criou-se uma jurisprudência para a qual os clubes não estão preparados. É algo novo.

Logicamente a nova situação não será resolvida a partir do pedido de Andrés. Ele sabe disso. Que patrocinador ficaria feliz com seu time fora da televisão aberta aos domingos?

E que televisão aceitaria um jogo de mata-mata de Copa do Brasil ou Libertadores à tarde?

A solução deve ser tomada de comum acordo entre os clubes. E não pode ser forçada, colocando algo no contrato. Não resistiria no tribunal, acredito.

Os clubes pedirão que a televisão pague a conta? Mais uma conta?

Interessante saber como Paulo André, atual dirigente de futebol do Furacão, está tratando do assunto.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

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