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Diniz não tem culpa na falta de gols, mas precisa resolver o problema

Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

18/02/2020 04h03

Pato dá um passe perfeito para Vitor Bueno, que chuta para fora.

Vitor Bueno dá um passe perfeito para Pato, que chuta para fora.

Pablo, jogador de 7 milhões de euros, faz um gol em seis jogos.

Pato faz dois gols. E o juiz anula os dois, sem irregularidade alguma.

O São Paulo tem bom volume de jogo e alto número de finalizações.

Então, sejamos justos: qual é a culpa do treinador Fernando Diniz? Ele não entra em campo, ele não chuta, não pode fazer nada.

Então, ficamos assim? Está tudo resolvido. O jeito é colocar Pato e Pablo no banco? Escalar Toró e Brenner? Ou então contratar Cavani e Suárez?

O trabalho de Diniz está completo? Não há nada a fazer? É só esperar?

Os seguidores de Fernando Diniz têm uma fé cega em seu trabalho. Sabem aqueles fanáticos que acreditam piamente na volta de Jesus? Ou de Buda? Ou em Alá?

Maktub.

Está escrito. Basta esperar.

Os dinizistas são assim.

1) O Furacão errou em demitir Diniz. Uma hora, é claro, o trabalho ia dar resultado. Não interessa que o time estivesse para cair.

2) O Fluminense errou em demitir Diniz. Uma hora, o trabalho ia dar certo. Não interessa se o time está para cair.

Contestam os fatos com suposições.

O fato: Diniz saiu e o Furacão melhorou.

A suposição: Ia melhorar com ele.

O fato: Diniz saiu e o Flu escapou.

A suposição: Ia melhorar com ele.

O novo capítulo do fatalismo está sendo vivido no São Paulo.

Uma hora, a bola vai entrar. Evidentemente, vai entrar. É só esperar.

O São Paulo não pode confiar que mais cedo ou mais tarde a bola vai entrar.

Ela precisa entrar já, no sábado. Para que entre sempre, a partir de 5 de março, contra o Binacional.

E é trabalho para Diniz. Ele que busque outras soluções. Bola parada, por exemplo. Sempre é uma opção.

Por que o São Paulo não faz gols como o do Mirassol no Palmeiras. Ou da Inter no Corinthians? Jogada simples, lateral ou ponta chega no fundo e cruza para trás, para chegada de alguém?

Contra-ataque rápido? Transição rápida pelo meio?

Sim, Diniz não é culpado pela falta de pontaria dia atacantes. Mas cabe a ele modificar a situação.

Ganha bem para isso.

Menon