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Atlético coloca culpa do machismo no Galo Doido

Arte sobre crise com mascote no Atlético-MG - Reprodução
Arte sobre crise com mascote no Atlético-MG Imagem: Reprodução
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

17/02/2020 16h00

O Atlético afastou o funcionário que, caracterizado como o mascote Galo Doido, teve atitude machista em relação a Vitória Calhau, nova contratada do time feminino.

Apresentada à torcida, juntamente com Diego Tardelli, Vitória foi obrigada a dar uma voltinha para que sua beleza física fosse apreciada por todos. Em seguida, o Galo Doido passou uma mão n

à outra e as levou até a boca. "Que piteusinho gostoso", era a mensagem passada.

Mas o funcionário punido é alguém que caiu do céu na cidade do Galo?

E o desfile de apresentação das camisas de 2016, com garotas apenas de calcinha? E o time feminino sendo gandula do time masculino?

Temos um padrão, temos uma sequência de atitudes machistas. O funcionário é apenas um reflexo de um clube com atitudes desrespeitosas. Agora mesmo, um dirigente do Galo descartou a chegada de Tardelli, dizendo que o clube não era asilo.

E Tardelli estava lá, sendo apresentado ao lado de Calhau. Não precisou dar voltinha para que todos apreciassem sua bunda.

Menon