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Que vergonha, Cruzeiro. Cadê a transparência?

Zagueiro Cacá, do Cruzeiro - Bruno Haddad/Cruzeiro
Zagueiro Cacá, do Cruzeiro Imagem: Bruno Haddad/Cruzeiro
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

16/02/2020 18h25

O Cruzeiro, após a queda para a Série B, prometeu transparência e reconstrução à sua torcida. E ao futebol brasileiro, chocado a cada dia com revelações asquerosas sobre como o time foi roubado por dirigentes.

A torcida abraçou a tese da reconstrução e tem ajudado o clube como pode, através do sócio-torcedor.

Mas, e a transparência? Só se for fora de campo. Dentro, os jogadores praticaram um ato malandro, capaz de envergonhar a história do clube.

Foi no empate por dois gols contra o São Raimundo, pela Copa do Brasil. Luiz Eduardo, do Cruzeiro, tinha um amarelo. Fez uma falta dura e levaria o outro amarelo.

Estava caído. Os seus companheiros cercaram o juiz e fizeram uma "caninha" para que o árbitro não o visse.

Então, Cacá, que não tinha amarelo, tomou o lugar de Luiz Eduardo no chão. Ele, que seria expulso, se levantou.

Uma farsa grotesca e ridícula, que não se concretizou. O juiz percebeu e expulsou Luiz Eduardo.

Deveria ter dado amarelo para os outros atores da pantomima.

O Cruzeiro não pode aceitar essa patacoada, essa ofensa ao futebol. Sua imagem, já manchada por roubos e valores, ficará ainda pior?

Transparência? Me engana que eu gosto.

Menon