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Boselli, Pato, Cássio e Volpi, os culpados do zero no placar

Cássio durante o clássico São Paulo e Corinthians, no Morumbi - Alan Morici/AGIF
Cássio durante o clássico São Paulo e Corinthians, no Morumbi Imagem: Alan Morici/AGIF
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

15/02/2020 21h16

Uma das lembranças de meu pai, há seis décadas, é ligada a futebol. "Cada time tem cinco atacantes. Se cada um chutar cinco vezes, o time vai fazer cinco gols, no mínimo".

Exagero, é claro. Os jogos de antigamente não terminavam 5 x 5.

Exagero maior, se aplicado ao São Paulo x Corinthians de hoje. O São Paulo finalizou 16 vezes. O Corinthians, nove. 25 no total, o número mágico. Zero gols.

Boselli, no primeiro tempo, chutou fraco e permitiu uma defesa mágica de Volpi. Defesa espetacular, mas um centroavante que ganhe mais de 5 mil por mês não pode perder.

No segundo tempo, foi a vez de Pato. Recebeu lindo passe de Vitor Bueno, na cara de Cássio e chutou fora. Um jogador que ganhe 5 mil por mês não poderia errar.

Se esses gols perdidos ficam mais na conta dos atacantes, Volpi e Cássio fizeram duas defesas impressionantes, na cobrança de Luan e no chute de Bruno Alves.

O jogo me agradou. O São Paulo chutou mais, mas o Corinthians teve chances também.

No final, o lance duvidoso de Camacho em Igor Gomes. Me pareceu igual ao de Vitor Bueno em Pedrinho. O juiz deu um e não deu o outro.

Enfim, se Corinthians e São Paulo não conseguirem fazer gols - nem precisa a conta otimista do meu pai - continuarão sofrendo muito.

Menon