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#Talleresday. Um ano de vergonha, um caso a ser estudado

André Jardine comanda São Paulo em clássico contra Santos - Marcello Zambrana/AGIF
André Jardine comanda São Paulo em clássico contra Santos Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

14/02/2020 12h13

O post abaixo é baseado, sem o mesmo brilho, em uma série de tuítes publicados por Lucca Bopp (@lucca_bopp).

Em 13 de. fevereiro de 2019, o São Paulo empatou por 0 x 0 com o Talleres no Morumbi e foi eliminado da Libertadores, pois havia perdido o primeiro jogo, em Córdoba, por 2 x 0.

Eu estava em Córdoba e dei entrevistas para várias rádios. Perguntavam pelas qualidades do time. Após o jogo, os repórteres voltavam a me procurar e diziam coisas como "é só isso"?

Era só isso. Era o time de André Jardine, mantendo a lamentável tradição recente de eliminações para times de segundo ou terceiro escalão, como Colón e Defensa y Justicia.

A eliminação para o Talleres não foi fruto de um erro individual ou de arbitragem. Não foi acaso. Foi produto de uma comédia de erros e de total desconhecimento da Lei das Probabilidades.

O São Paulo de Aguirre, que chegara a liderar o Brasileiro, dava sinais de queda. O jogo reativo já não surpreendia ninguém. Raí resolveu trocar. Apostou em André Jardine, de muito sucesso na base, com um jogo impositivo.

A ideia era revigorar o time e ficar entre os quatro primeiros. Fracassou. Com Jardine, o São Paulo empatou com o Grêmio, venceu o Cruzeiro, perdeu para o Vasco, empatou com o Sport e perdeu para a Chapecoense.

Nada de ficar entre os quatro.

Não estava dando certo.

Raí manteve Jardine, aprontando a lógica. Quando, na história do futebol da América do Sul, um treinador em sua primeira experiência como profissional venceu a Libertadores?

Mas, para reforçar o time foram contratados Pablo, Willian Farias, Biro Biro e outros. E Luan foi cedido para uma seleção sub-20.

Comeu o ano. No primeiro clássico, derrota por 2 x 0 para o Santos. Jardine disse estar surpreso com o fato de Sampaoli, recém-chegado, haver dado um padrão tão forte ao Santos. Pois é.

Bem, o resto é História. O São Paulo foi eliminado e Jardine demitido, com 4 vitórias, 3 empates e 8 derrotas. 15 pontos ganhos em 45 disputados.

Um fracasso que deveria trazer lições, mas a Lei das Probabilidades continua a ser desprezada. Um time que está na fila há 7 anos pode ser campeão com um treinador que nunca venceu. um campeonato?

Menon