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Honda e a festa da resistência

Botafogo anuncia contratação de Keisuke Honda - Reprodução
Botafogo anuncia contratação de Keisuke Honda Imagem: Reprodução
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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

07/02/2020 15h12

A contratação de Keitsuke Honda é uma festa. Uma maravilha. Uma homenagem ao futebol. E ao amor ao futebol. Já tem até samba do Marcelo Adnet.

A torcida do Botafogo está em êxtase. Ela foi partícipe da vinda do japonês. Ou, pelo menos se sente assim. Inundou as redes sociais de Honda pedindo que viesse. Ele veio. Por causa da torcida? Não sei. Mas é importante que a torcida se sinta assim, feliz e participativa.

A alegria e a participação são atos de resistência à hegemonia do Flamengo. Hegemonia construída com todos os méritos possíveis e imagináveis. E daí? Vou deixar de comemorar um gol, uma contratação, seja lá o que fôr, por que o outro time é melhor?

Ora, isso seria a morte do futebol. Só os ricos são felizes? Só os campeões merecem festa?

Ao sorrir, ao fazer festa, ao ir ao aeroporto, a torcida do Botafogo está praticando a resistência da alegria. Praticando amor

E se Honda fracassar?

Azar dele. Não ficará na história do Glorioso como alguns gênios: Garrincha, Nílton Santos e vamos parar por aí porque a lista é enorme...

A chegada de Honda tem a ver com a enorme movimentação da torcida do Vasco, aumentando a níveis estratosféricos o número de sócios torcedores.

É um modo de ser feliz. Uma felicidade que rima com resistência.

Menon