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Marcel Rizzo

REPORTAGEM

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Conmebol não poderá aumentar intervalo de finais por show estilo Super Bowl

Palmeiras e Flamengo se enfrentarão na final da Libertadores, em Montevidéu - Divulgação/Conmebol
Palmeiras e Flamengo se enfrentarão na final da Libertadores, em Montevidéu Imagem: Divulgação/Conmebol
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

27/10/2021 14h39

A Ifab (International Board), conselho que regula o futebol, não pretende aceitar o pedido da Conmebol para que os intervalos das finais da Libertadores (27 de novembro) e da Sul-Americana (20 de novembro) aumentem de 15 minutos para 25 minutos para que a entidade possa organizar shows ao estilo do Super Bowl, a final da liga profissional de futebol americano, a NFL. Os dois jogos serão no estádio Centenário, em Montevidéu.

Em reunião, os membros da Ifab entenderam que poderia ser prejudicial aos atletas um tempo maior de intervalo — há temor de que a inatividade mais longa possa causar lesões. Isso será comunicado à Conmebol, que poderá então realizar os eventos antes dos jogos, como é o usual. Com a presença de quatro times brasileiros nas finais (Palmeiras x Flamengo na Libertadores e Athletico-PR x Red Bull Bragantino na Sul-Americana) é provável que haja artistas do Brasil nas apresentações.

O presidente da Conmebol, Alejandro Dominguez, enviou uma carta à Fifa e à Ifab, no início de setembro, com a solicitação. Segundo Dominguez, o aumento em dez minutos no intervalo dos jogos permitiria a realização de um "espetáculo artístico de alta qualidade para torcedores presentes no estádio e também aos que acompanham pela televisão, assim como acontece em outros esportes". Para o presidente, o show tornaria as finais "mais atrativas".

O documento aponta que o intervalo maior também beneficiaria os times, pois os atletas teriam uma "melhor recuperação física". Já os treinadores poderiam fazer ajustes mais precisos. Para completar, a carta destaca que as finais chegam com frequência à prorrogação e pênaltis, o que causa maior desgaste.