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Marcel Rizzo


Fifa aumenta número e CBF poderá pré-inscrever 50 jogadores para Olimpíada

Capitão do Brasil, Bruno Guimarães carrega a bola no jogo contra a Argentina no Pré-Olímpico - REUTERS/Luisa Gonzalez ORG XMIT
Capitão do Brasil, Bruno Guimarães carrega a bola no jogo contra a Argentina no Pré-Olímpico Imagem: REUTERS/Luisa Gonzalez ORG XMIT
Marcel Rizzo

Marcel Rizzo - Formado em jornalismo em 2000 pela PUC Campinas, passou pelas redações do Lance!, Globoesporte.com, Jornal da Tarde, Portal iG e Folha de S. Paulo, no qual editou a coluna Painel FC. Cobriu Copas do Mundo, Olimpíada e dezenas de outros eventos esportivos.

Colunista do UOL

11/02/2020 04h00

A Fifa aumentou de 35 para até 50 o número de jogadores que serão pré-inscritos para os torneios de futebol na Olimpíada em uma lista provisória que as confederações classificadas terão que mandar para a federação internacional e para o comitê organizador de Tóquio-2020. Mais próximo do evento cada treinador tem que escolher 18 atletas para a lista definitiva, dentre os 50 nomes que serão enviados — as datas da entrega de cada relação ainda não foram divulgadas pela Fifa e a regra vale para homens e mulheres.

O Brasil se garantiu no torneio masculino neste domingo (9), ao bater a Argentina por 3 a 0 no Pré-Olímpico disputado na Colômbia — o time feminino já está classificado desde abril de 2018. O pedido foi feito pelas associações para aumentar o leque de opções de convocados e o tempo de negociação com clubes para a liberação de atletas.

Como os Jogos Olímpicos não fazem parte do calendário da Fifa, os clubes não são obrigados a ceder seus jogadores como ocorre nas Copas do Mundo ou América. Com mais profissionais em uma pré-lista, as confederações ganham opções para preencher a relação final caso recebam diversos nãos dos empregadores de seus preferidos.

A Fifa manteve para o futebol masculino a determinação de uso de times com atletas sub-23, com exceção de três jogadores que podem ser mais velhos — no feminino não há limite de idade, o que torna a competição quase como uma mini-Copa do Mundo. Entre os 50 pré-inscritos homens não há limite para colocar jogadores acima dos 23 anos, mas no corte final limita-se a três.

Além dos 18 inscritos, dois sendo necessariamente goleiros, a Fifa permite que mais quatro jogadores sejam pré-incritos na relação final, um deles goleiro (sempre da pré-lista de 50). Caso algum jogador se machuque até 24 horas antes da estreia pode ocorrer a troca e um desses quatro entra na vaga daquele lesionado. A Fifa ignorou totalmente sugestão do relatório técnico da última edição olímpica, realizada no Rio em 2016, de ampliar de 18 para 20 o número de inscritos e de três para quatro o de veteranos no caso dos homens.

Assinado por Carlos Alberto Parreira, técnico campeão do mundo em 1994 com a seleção brasileira, e pelo nigeriano Sunday Oliseh, medalhista de ouro nos Jogos Olímpicos de Atlanta-1996, o relatório dizia que os elencos enxutos e o tempo raro para folgas aumentavam o risco de lesões e diminuíam a qualidade técnica dos confrontos, por isso a necessidade de os técnicos terem mais opções de substituições e de jogadores com mais experiência.

Marcel Rizzo