PUBLICIDADE
Topo

Coluna

Bolívia Zica


Galo morre afogado em Pernambuco e Flamengo vai gabaritando o ano

Gabigol, Everton Ribeiro e Vitinho com a taça da Recopa Sul-Americana conquistada pelo Flamengo - Thiago Ribeiro/Agif
Gabigol, Everton Ribeiro e Vitinho com a taça da Recopa Sul-Americana conquistada pelo Flamengo Imagem: Thiago Ribeiro/Agif
Bolívia Zica

Jornalista de formação, amante do futebol por paixão e corneteiro por vocação. Apresentador do canal Desimpedidos. Comanda o Bolívia Talk Show.

Colunista do UOL

27/02/2020 00h44

Se de tarde a quarta-feira de cinzas vestiu o black tie para as oitavas da Champions, à noite ela meteu o boné e os óculos Juliet no melhor estilo moleque piranha from Brazil. Todos os elementos de uma linda pelada raiz deram o ar da graça.

Quem disse que o Galo não é bi? Bi eliminado. Meu Deus. Fora da Sula e da Copa do Brasil, perdendo para os gigantes Unión Santa Fé e Afogados da Ingazeira, que meteu logo dois, tomou o empate e levou a decisão pros pênaltis. Errou duas cobranças, chutando na lua. Ah, agora não tem como o Galo perder! É, não tinha. Mas o meu Galão do Dudamel deu um jeito. O goleirão Wallef, devidamente munido de seu bonezinho, operou o milagre. O maior feito da história do modesto clube pernambucano e uma das maiores vergonhas atleticanas. Galo em Pernambuco, fera, só o da Madrugada!

Lá em Itaquera também quase moiô. Foi por muito pouco que o Corinthians não acumulou mais uma derrota em dia de protestos da torcida. Conseguiu empatar no último minuto contra o Santo André em uma Arena alagada. Caiu na Arena, a água não drena!

No primeiro tempo ainda dava pra jogar. O Santo André aproveitou e marcou no desvio de cabeça que matou o goleiro Walter. A partir daí, o gramado virou uma piscina e o jogo, aquela maravilha. Água pra todo lado. Mauro Boselli saiu do banco e deu um respiro a Tiago Nunes, que já acumula quatro jogos sem vitória.

O Fluzão também levou um susto e já temia outro vexame. A corneta cantava alto na orelha do Odair quando o Moto Club abriu 2 a 0 no primeiro tempo. Mas aí o Nenê apareceu e empatou o jogo. Depois, o tricolor ainda meteu mais dois pra tranquilizar a torcida.

Agora, a virada impossível, aquela que fica na história, aconteceu na Vila Capanema. O que foi aquilo? Nem o paranista mais doente acreditou no que viu. E teve muita gente que nem viu. O raio caiu três vezes no mesmo lugar em questão de minutos, e o torcedor que já tinha ido embora mereceu o castigo de não presenciar a virada épica.

45 minutos do segundo tempo. O Bahia de Feira ganhava por 2 a 0 e se classificava para a próxima fase da Copa do Brasil. Acabou! Só que não. O Paraná fez um, fez outro e, já aos 50 e tantos de acréscimo, teve uma falta pra bater na entrada da área. Gol. Não pode ser! Loucura total, pra fechar o Carnavrau.

E chega de surpresas. No Beira-Rio, o Inter despachou o Tolima e confirmou sua vaga na fase de grupos da Libertadores. O Flamengo? Nem precisa falar. Campeão de novo e nota 10 em todos os quesitos. Até aqui, gabaritando 2020.

Bolívia Zica