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Com Neymar fora, Di María comanda PSG e irrita torcida do Manchester United

Do UOL, em São Paulo

13/02/2019 04h00

Sempre ficou claro: Neymar era (e é) a grande aposta do Paris Saint-Germain para conquistar pela primeira vez o título da Liga dos Campeões da Europa. No entanto, a exemplo do que aconteceu no começo de 2018, o camisa 10 se lesionou no começo de 2019. Em recuperação de uma fratura no quinto metatarso do pé direito, Neymar ficou fora do duelo desta terça-feira (12) contra o Manchester United, pelas oitavas de final da Champions de 2018/2019. Seu time venceu por 2 a 0.

Na temporada 2017/2018, o camisa 10 entrou em campo na derrota fora de casa por 3 a 1 para o Real Madrid, também pelas oitavas, em 14 de fevereiro. Onze dias mais tarde, quebrou pela primeira vez o metatarso. Sem ele, em 6 de março, o PSG não conseguiu reagir diante do Real e voltou a perder: 2 a 1 no Parc des Princes.

Uma temporada depois, Neymar novamente foi baixa diante do Manchester United. No entanto, o PSG conseguiu contornar a ausência de seu principal astro. Em campo, mesmo sem gols, Ángel di María resolveu.

Nos 85 minutos em que esteve em campo, o camisa 11 tentou um chute a gol, cometeu uma falta e foi flagrado uma vez em impedimento - números oficiais da Uefa. E o mais importante: de seus pés, saíram as duas jogadas para os gols do PSG no segundo tempo em Old Trafford. Aos 8 min, ele cobrou pela direita o escanteio para Presnel Kimpembe escorar para as redes. Aos 15 min, avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para Kylian Mbappé, que também só precisou mandar para as redes.

Em um jogo marcado pelas jogadas ríspidas (nove jogadores receberam cartões amarelos, sendo que Paul Pogba levou dois), Di María também se destacou positivamente: atraiu a marcação do United, a ponto de tomar um encontrão de Ashley Young no fim do primeiro tempo que o fez parar do lado de fora do campo. Passada a preocupação, voltou ao jogo.

Ao fim, comemorou o resultado "bastante importante". "Queríamos fazer gols aqui. Conseguimos converter e fizemos um jogo bastante inteligente", disse, em entrevista ao Esporte Interativo. "Creio que o importante foi que executamos o que o técnico queria. Jogamos da maneira como nos preparamos para a partida", completou.

Torcida do Manchester United persegue

Mas não foi apenas Ashley Young quem perseguiu Ángel di María. Jogador do próprio United na temporada 2014/2015, o argentino protagonizou algumas provocações (involuntárias ou não) anteriores ao jogo. O principal alvo: Louis van Gaal, comandante do United entre 2014 e 2016.

Em declarações ao site France Bleu em janeiro, Di María deixou claro que não conseguiu mostrar seu melhor futebol na época por causa de Van Gaal. "Eu fiquei lá apenas um ano. Não foi o melhor período de minha carreira - ou melhor, eu não pude passar o melhor tempo de minha carreira lá. Tive complicações como técnico na época. Mas graças a Deus, pude vir para o PSG e mostrar novamente quem eu era", afirmou.

Sem surpresas, a declaração não foi recebida com carinho pelos fãs do United. Durante o jogo, Di María foi alvo de vaias e provocações, e até escapou de uma garrafa d'água atirada das arquibancadas. No fim, ao ser substituído, optou por apenas aplaudir.

Argentino foi alvo de vaias, provocações e até de garrada d'água da torcida do United - Phil Noble/Reuters - Phil Noble/Reuters
Argentino foi alvo de vaias, provocações e até de garrada d'água da torcida do United
Imagem: Phil Noble/Reuters

Após o jogo, explicou a declaração. "A verdade é que nunca falei mal das pessoas e do clube. Só tive problemas com o técnico, nada mais. Estava muito tranquilo. Só fiquei tranquilo também em campo. Por isso, as coisas saíram da melhor forma possível", disse, também ao Esporte Interativo.

Agora, a missão é colocar o time nas quartas de final. E mais do que os confrontos diante do Real Madrid em 2018, o PSG tem em mente os duelos das oitavas da temporada 2016/2017: após fazer 4 a 0 em casa sobre o Barcelona, tomou 6 a 1 na volta no Camp Nou, com dois gols nos acréscimos, e deu adeus à competição.

Por isso, a vantagem de 2 a 0 em Old Trafford ainda é olhada com cautela antes do jogo de volta no Parc des Princes, em 6 de março. "Aquele dia foi um golpe duro para o clube. Agora temos uma vantagem animadora de dois gols. Tentaremos fazer uma partida igual ou melhor que a de hoje", disse Di María. Neymar, que se machucou no fim de janeiro, não deve estar de volta até lá.

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