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Sem garantia de segurança na Argentina, River x Boca pode ser em outro país

Autoridades argentinas não garantem "100% de segurança" para uma nova final - REUTERS/Marcos Brindicci
Autoridades argentinas não garantem "100% de segurança" para uma nova final Imagem: REUTERS/Marcos Brindicci

Pedro Ivo Almeida e Rodrigo Mattos

Do UOL, em São Paulo (SP)

27/11/2018 12h39

Depois de consulta feita pela Conmebol, autoridades argentinas não asseguraram completamente a segurança para a realização da segunda partida da decisão da Copa Libertadores de 2018 entre River Plate x Boca Juniors, jogo previamente marcado para o último fim de semana e adiado depois do ataque ao ônibus da equipe bostera. Segundo apurou o UOL Esporte com membros da cúpula da entidade, esta falta de garantia levará o superclássico para outro país.

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Este será um dos pontos a ser debatido na reunião que ocorre no início da tarde desta terça-feira (27) em Luque, no Paraguai. No encontro realizado na sede da Conmebol, os presidentes do Boca Juniors (Daniel Angelici) e do River Plate (Rodolfo D’Onofrio) debateram com Alejandro Domínguez, dirigente máximo da entidade continental, sobre a possibilidade de uma nova data para a final.

Não está descartada a decisão em Assunção, capital paraguaia, como publicou o jornal O. A decisão final sairá nesta terça-feira, depois da reunião entre os dirigentes dos times e da entidade continental.

Para preservar o princípio da igualdade de disputa, já que o Boca Juniors atuou em La Bombonera no duelo de ida, a organização da Libertadores descartava a final em outro país e teria como prioridade manter o confronto no Monumental de Nuñez.

Entretanto, sem a garantia das autoridades argentinas de que incidentes de violência não irão se repetir na nova data, a Conmebol já não descarta mandar a partida para outro país.

Cidades como Belo Horizonte (Brasil) e Gênova (Itália) já se ofereceram para receber o clássico que decide o principal torneio continental da América do Sul em 2018.

Tirar a final da Argentina retiraria a o “princípio de igualdade esportiva” defendido pela Conmebol e usado para adiar o confronto do último fim de semana. Esta possível decisão, segundo pessoas da entidade, deve gerar reclamação do River Plate e colocar em xeque ainda mais a final. 

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