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Com River x Boca, Libertadores volta a ter 'final nacional' após 12 anos

Divulgação/Conmebol
Imagem: Divulgação/Conmebol

Do UOL, em São Paulo

01/11/2018 04h00

River Plate e Boca Juniors são os finalistas da Copa Libertadores da América 2018, e a decisão argentina promete ser histórica. O duelo é também um marco na evolução do regulamento da competição, pois o título não era decidido por adversários do mesmo país há 12 edições. Neste período surgiu e caiu a proibição de finais ‘nacionais’.

A Argentina é o país com mais títulos no torneio (24, com o 25º agora garantido) e teve representante em 34 das 58 decisões disputadas até aqui. Ainda assim, é a primeira vez que o país vê dois de seus clubes na final da Libertadores; e logo River e Boca, na última edição com jogos de ida e volta definindo o título.

A última final de equipes do mesmo país rendeu título do Internacional sobre o São Paulo, em 2006, um ano após o time paulista ter sido campeão contra o Atlético-PR. Depois de duas decisões brasileiras, a Conmebol resolveu incluir no regulamento de 2007 o direcionamento no chaveamento. Para isso, passou a mexer nos confrontos de semifinal, como fez com Santos e Grêmio justamente naquele ano — o time gaúcho seria vice contra o Boca Juniors.

A regra se manteve até a edição do ano passado, quando a Conmebol decidiu banir o direcionamento. A partir de então, a Libertadores passou a ter o mata-mata definido por sorteio, com chaveamento soberano até a decisão. Na edição de 2017 não houve final ‘nacional’ ainda que as oitavas tenham reunido seis brasileiros e quatro argentinos. Neste ano, porém, foi diferente.

Dos 16 clubes que avançaram ao mata-mata da atual Libertadores, eram seis argentinos e seis brasileiros. A polarização seguiu nas quartas de final (quatro alvicelestes, três canarinhos) e chegou às semifinais, com dois representantes de cada país lutando para chegar à decisão. Então, o River Plate eliminou o Grêmio; e o Boca Juniors tirou o Palmeiras. Agora, o ‘Superclássico’ define o dono da América.

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