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Jogo físico, torcida presente... O que a ida para Juve muda na vida de CR7

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Ele está aqui! No caso lá, na Juventus, clube com o qual assinou contrato de quatro anos

Arthur Sandes

Do UOL, em São Paulo

23/07/2018 04h00

Para Cristiano Ronaldo, a vida na Itália será bastante diferente dos nove anos que passou no Real Madrid. Muita coisa vai melhorar para o novo craque da Juventus, que não tem mais um antagonista nem um time rival à altura; outras serão um pouquinho mais difíceis e pedem a adaptação do craque.

Campeoníssimo e ídolo mundial, Cristiano colocou-se na discussão sobre os melhores jogadores de futebol da história. Mas será que o português manterá na Itália o nível que tinha na Espanha? Por um lado, o jogo físico pode ser um incômodo; de outro, o absoluto favoritismo da Juve é um facilitador. O UOL Esporte listou abaixo sete diferenças que o camisa 7 encontrará em Turim em relação ao futebol que jogava e à vida que tinha em Madri. Confira abaixo:

Sem concorrentes à altura

A Juventus tomou para si o trono do futebol italiano em 2012 e desde então não saiu mais. A sequência de sete títulos nacionais seguidos isolou ainda mais o clube como o mais vitorioso do país, apesar de o Milan ter mais Ligas dos Campeões (sete taças contra duas). Nestas temporadas todas, só na última a Juve foi realmente incomodada — pelo Napoli, que acabou quatro pontos atrás.

Holofotes todos para si

Se no Campeonato Espanhol CR7 tinha o antagonismo de Lionel Messi, com quem disputava artilharia e prêmios individuais a cada ano, na Itália será bem diferente. Não há no país outro atleta no nível de Cristiano, o que de certa forma faz dele o grande nome do futebol italiano.

Estilo diferente de jogo

O tipo de jogo no Campeonato Italiano é conhecido mundialmente: disputas duras, muita velocidade, um jogo físico na maior parte das vezes. Tais características podem ter sido atenuadas nos últimos tempos, como resultado de um futebol globalizado, mas a essência ainda é visível. Cristiano Ronaldo talvez encontre semelhanças com o estilo que conheceu na Inglaterra, quando defendeu o Manchester United, mas aos 33 anos as coisas podem ser menos simples.

Falta de prestígio da liga

Diferente do Campeonato Espanhol, que vive sua primazia tática e econômica, a Serie A já viveu melhores dias. O torneio chegou a ser o mais badalado do mundo entre os anos 90 e 2000, quando tinha muito mais apelo do que atualmente — inclusive com o público brasileiro. É um cenário que a própria presença de Cristiano pode mudar, pelas atenções que o português atrai mundialmente.

Rival local é pouco expressivo

Há poucos anos seria possível comparar o Atlético de Madri ao Torino, mas a fase recente do time espanhol faz a balança pender para si na atualidade. Ambos são clubes tradicionais, de enorme relevância até os Anos 70 e que depois disso viveram má fase; a diferença é que o Atleti se reergueu em anos recentes, fez frente a Real Madrid e Barcelona e foi inclusive campeão nacional e internacional. Na Itália, o rival local da Juventus dificilmente incomodará Cristiano Ronaldo.

Torcida mais presente e vibrante

O Santiago Bernabéu é conhecido pelo seu silêncio, por mais impressionante que tal característica seja em um estádio de futebol. A torcida do Real Madrid tem a fama de ‘blasé’, talvez pela frequência de troféus levantados, e frequentemente é ofuscada pela festa feita pelos adversários. Na Itália, a torcida da Juve é muito mais presente, até incisiva, como demonstrou recentemente ao cercar Dybala.

Turim é menos badalada que Madri

Longe do burburinho de uma capital, Turim é consideravelmente mais tranquila do que a pulsante Madri. Tal diferença pode não influenciar tanto na vida de Cristiano Ronaldo, visto que as condições de vida do craque são incomparáveis a um cidadão comum, mas vale o registro. Naqueles que provavelmente são seus últimos anos no futebol, CR7 pode querer curtir uma região mais pacata — ainda que para isso tenha que driblar os fãs.

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