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Coerência de Mano ajuda a ganhar o grupo e foi decisiva para gols de Barcos

Relação de Mano com os jogadores ajuda treinador a manter grupo do Cruzeiro unido - Vinnicius Silva/Cruzeiro
Relação de Mano com os jogadores ajuda treinador a manter grupo do Cruzeiro unido Imagem: Vinnicius Silva/Cruzeiro

Enrico Bruno

Do UOL, em Belo Horizonte

28/09/2018 11h00

Em duas semanas, muita coisa mudou para Barcos no Cruzeiro. Até a primeira partida da semifinal contra o Palmeiras, o Pirata era questionado no time titular e amargava um jejum incômodo de gols. Mas seu momento tomou outro rumo com um gol no Allianz Parque e outro no Mineirão. Essencial nas decisões, Barcos cumpriu seu papel e ajudou a garantir pelo menos mais R$20 milhões na conta do Cruzeiro (premiação dada ao vice-campeão da Copa do Brasil), mas contou com a ajuda importante de Mano. Para gerir o grupo, o treinador adotou a mesma coerência já utilizada com outros jogadores, bancou o atacante no time inicial e recuperou a confiança do atleta, agora transformada em gols.

Antes da primeira partida contra o Palmeiras, Barcos contabilizava apenas um gol em 13 jogos com a equipe. Além do jejum, convivia com a pressão da torcida e da própria concorrência no setor. Raniel não perdeu seu bom futebol e seguia com participações importantes sempre que entrava. Além disso, os retornos aos treinos de Sassá e Fred aumentariam a sombra por uma vaga no futuro próximo. Mesmo  assim, Barcos foi mantido como titular. Contratado para ser a referência dentro da área nos grandes jogos da Copa do Brasil e Libertadores, deu fim ao jejum e marcou o gol da vitória fora de casa. No duelo da volta, sua utilização entre os onze iniciais também era incerta. Mais uma vez, Mano adotou o discurso da coerência, bancou sua permanência e viu seu jogador balançar as redes de novo.

"A minha decisão é coerente, poderia ser coerente para o Raniel ou para o Sassá, mas era para o Barcos. E isso faz muita diferença na relação do técnico com seu jogador. Ele foi decisivo no jogo de São Paulo, não tinha sentido tirá-lo e iniciar o time de outra maneira. Não seria justo. Os jogadores avaliam muito essa justiça nas decisões, isso faz parte da avaliação de 30, 25 profissionais. A gente fica feliz de novo", comentou o técnico Mano Menezes.

Mano já precisou e adotou comportamentos semelhantes em outras ocasiões. No gol, Fábio é hoje o titular incontestável e apontado como um dos melhores do Brasil em sua posição, mas não escapou dos questionamentos. Em 2016, o goleiro sofreu uma grave lesão e precisou ficar oito meses parado. Nesse período, o reserva Rafael assumiu a meta e surpreendeu muito positivamente, passando a ganhar a preferência da torcida. Alegando coerência, já que Fábio não se ausentou por queda de produção, Mano bancou o retorno do camisa 1, que voltou ainda melhor e terminou o ano como um dos heróis do pentacampeonato da Copa do Brasil. Mais recentemente, o treinador também fez algo parecido com Lucas Romero. Volante de origem, o argentino nunca escondeu sua preferência em atuar ali. Apesar de bastante improvisado na lateral nos casos de necessidade, Mano sempre deixou claro que a disputa de Romero é com seus companheiros de meio-campo. Nas ocasiões em que escalou um time todo reserva, cumpriu com a palavra e promoveu a entrada do jogador no meio-campo.

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