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Planejamento do Coritiba para 2019 esbarra em indefinições na diretoria

Samir Namur vive momento de pressão no Coritiba - Reprodução/TV Coxa
Samir Namur vive momento de pressão no Coritiba Imagem: Reprodução/TV Coxa

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

06/11/2018 04h00

Virtualmente eliminado das chances de acesso para a Série A 2019, o Coritiba iniciou timidamente a reformulação do elenco para 2019 entre indefinições, de filosofia e de caixa. Com 46 pontos na 10ª colocação, dez a menos que o Avaí, quarto colocado, restando 12 a serem disputados, o planejamento para a próxima temporada esbarra na redução de verba e, principalmente, no que pensam os diretores sobre os planos para o clube.

“Não fomos procurados ainda”, resumiu, sem querer alongar o assunto, o atual gerente de futebol do Coxa, Paulo Pelaipe, que também envolveu na frase o técnico Argel, indicação dele. Pelaipe chegou na reta final da Série B e, com Argel, tentou recolocar o Coxa na luta pelo acesso. O time passou cinco jogos invicto, mas a derrota para o Guarani em casa quebrou o ciclo e praticamente encerrou as chances de acesso.

Muros Couto Pereira - Reprodução/WhatsApp - Reprodução/WhatsApp
Muros do Couto Pereira foram pichados com palavras de protesto contra o presidente Namur
Imagem: Reprodução/WhatsApp

No último domingo (04), os muros do Couto Pereira amanheceram pichados com mensagens pedindo a saída do presidente Samir Namur.

Aproximação com empresários tenta reabrir clube para o mercado

Da diretoria, os vice-presidentes Paulo Baggio e Eduardo Bastos de Barros são os mais próximos de Pelaipe no dia a dia. A espera tem evitado que o Coxa já comece a sondar o mercado com Pelaipe no cargo, mas outras pessoas tem falado em nome do clube. É o caso de Jorge Durao, também vice-presidente, um dos que não entendem que a continuidade da dupla Pelaipe-Argel seja o melhor para 2019.

Com Durao, quem pode voltar a ter influência no Coritiba é a LA Sports, do empresário Luiz Alberto Oliveira Filho. A empresa participou da montagem do elenco do Coritiba entre 2011 e 2012 e cuida da carreira de um dos principais destaques do Coxa, o atacante Guilherme Parede. Além da LA Sports, quem também pode ajudar é a GR2, empresa de Gustavo Sabino e Rafael Felix, o último, visto com Durao em várias ocasiões recentes. Eles já administram a carreira do goleiro Wilson e de alguns jogadores da base do Alviverde.

“Normal que falem de nós, temos ótima relação com os clubes da capital. Como temos uma boa carteira de atletas, é normal esse zum zum zum”, comentou Sabino. Procurado, Luiz Alberto não respondeu à reportagem.

Dentro do Couto Pereira, a entrada de Luiz Alberto no cenário para 2019 é vista como uma quebra da resistência do presidente Samir Namur com a ação dos empresários de futebol. Namur entrou na gestão falando abertamente em romper com “vícios” do cenário da bola, mas teve dificuldade em conseguir bons jogadores sem contar com nomes mais experientes no mercado. Dívidas com clubes como Flamengo e São Paulo só pioraram o cenário.

Felipe Albuquerque Vila Nova - Site oficial Vila Nova - Site oficial Vila Nova
Felipe Albuquerque, gerente do Vila Nova
Imagem: Site oficial Vila Nova

A aproximação de ambos também pode definir a ida do ex-técnico do Londrina, Claudio Tencati, para o Alto da Gloria. Ele, e o gerente de futebol do Vila Nova goiano Felipe Albuquerque são indicações comentadas para o Coritiba da próxima temporada. O UOL Esporte procurou ambos para falar das possibilidades. Albuquerque estava em viagem para um jogo do Vila Nova em Pelotas e se disse "feliz com a lembrança, mas concentrado nas chances de acesso do Vila Nova". Já o técnico Claudio Tencati afirmou que tudo são especulações de bastidores.

Orçamento e elenco inchado: as dificuldades de remodelação

O Coritiba conta atualmente com 37 jogadores no elenco profissional. Ao longo da temporada foram quatro comissões técnicas: Sandro Forner, Eduardo Baptista, Tcheco e agora Argel Fucks, todos com auxiliares – mesmo sendo da casa, Tcheco levou Matheus Costa, com quem trabalhou no Paraná em 2017. O clube também vive a redefinição de meta orçamentária para a próxima temporada.

Com até R$ 100 milhões a menos na perspectiva de arrecadação, o Coritiba já sabe que contará com pouco mais de R$ 7 milhões da TV para a Série B e R$ 350 mil pelo Paranaense, o que deve redobrar a aposta nos jogadores da categoria de base.

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