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Série B - 2019

Proximidade do acesso acentua pressão no Palmeiras por definições para 2014

Mauricio Duarte

Do UOL, em São Paulo

22/10/2013 06h00

O Palmeiras pode carimbar seu retorno à Série A do Campeonato Brasileiro se vencer o São Caetano, neste sábado, no Pacaembu. Se por um lado há a expectativa de alívio por conta do retorno, por outro a diretoria entra em uma semana decisiva para decidir rumos dentro do clube. Com o acesso iminente, a cúpula alviverde vê o aumento da pressão para resolver situações internas, sendo que a mais premente delas é a renovação de contratos.

Além do treinador Gilson Kleina, dos 35 jogadores que o clube alviverde possui no plantel, 13 terão seus contratos encerrados em dezembro: Márcio Araújo, Leandro, Vilson, Wendel, Bruno, Fernandinho, Marcelo Oliveira, Léo Gago, Ananias, Ronny, Charles, Rondinelly e André Luiz. Isso significa mais de um terço do elenco com situação indefinida e sem saber se há intenção de permanência para 2014.

A espera já há algum tempo incomoda elenco e treinador, conforme apurou o UOL Esporte. Todos gostariam de fazer parte do centenário do clube, que será comemorado no ano que vem. Além disso, se sentem perdidos pela indefinição por não poderem se planejar, seja no próprio clube ou abrindo negociação para fechar com outra agremiação. Eles se consideram à parte do planejamento.

A expectativa de quem aguarda uma orientação é começar a ser chamado pela diretoria mais para o fim desta semana. Como as negociações costumam ser um pouco demoradas, seria o momento de iniciar as conversas para bater o martelo imediatamente após a conquista do acesso.

Até agora, a diretoria desconversou sobre qualquer renovação, alegando que o momento é de foco na Série B e busca do acesso. “Acho uma tremenda falta de respeito falar de contratações agora. O time está em uma competição, com um objetivo, e vai focar nisso. Esses assuntos obviamente não são tratados em público”, afirmou o presidente Paulo Nobre no último sábado. Com o acesso mais perto, a pressão para resolver as pendências aumentam.

Gilson Kleina já admitiu em diversas oportunidades que não foi chamado em nenhum momento para conversar sobre renovação, assim como os atletas que dividem com o comandante a mesma situação. Além disso, o técnico alviverde também disse que não teve nenhuma conversa com a diretoria sobre reforços para 2014.

“Não é questão de surpresa, tem que ter os pés no chão. Não vivo na euforia, vivo sempre na realidade. Essa semana vai ser muito importante para a minha vida, para esses jogadores, esse grupo, a diretoria. Tenho que agradecer o carinho de todos. Espero terminar com chave de ouro, e aí a conversa não depende só de um lado. Acato e respeito qualquer decisão que for tomada. Até 31 de dezembro, vou fazer o melhor planejamento possível”, disse Kleina.

O volante Márcio Araújo já falou que gostaria de estar com a situação definida em mais de uma oportunidade. “Tiveram umas três reuniões para conversar e deu uma esfriada. Minha vontade é permanecer”, disse ainda em agosto. “Não teve mais conversa. Ele tem contrato até dezembro. Eles estão no direito de esperar. É a metodologia deles de trabalho. O Paulo Nobre é um cara muito correto. A intenção do jogador é continuar no clube", completou Cláudio Guadagno, empresário do jogador. 

Com 68 pontos, o Palmeiras é líder isolado da Série B do Campeonato Brasileiro. A Chapecoense, que ocupa a segunda posição na tabela, tem dez pontos a menos do que o time do Palestra Itália.

Paulo Nobre
Paulo Nobre
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