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Grêmio vê cansaço mental após agenda cheia e tenta 'sprint final'

Elenco do Grêmio já tem 72 jogos no ano e 11 jogadores com mais de 40 partidas - Lucas Uebel/Grêmio
Elenco do Grêmio já tem 72 jogos no ano e 11 jogadores com mais de 40 partidas Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

Do UOL, em Porto Alegre

24/11/2018 04h00

O Grêmio fez 72 partidas na temporada e tem mais de 11 jogadores com mais de 40 ao longo do ano. A fadiga não é só física, mas também mental. A dois jogos das férias, o elenco se mobiliza para dar uma arrancada final em busca de vaga direta à fase de grupos da Libertadores de 2019. Essa acelerada está prevista para começar diante do Vitória, em Salvador, neste domingo (25).

"Tivemos alguns erros de tomada de decisão. É fim do ano, todo mundo está com muitos jogos, muito estresse. É hora de clarear a cabeça e ir atrás da vitória", disse Kannemann.

E de fato, o Grêmio tem muitos jogadores com número alto de partidas no ano. Alisson puxa a fila com 51 jogos disputados até aqui. Depois, aparecerem Bruno Cortez e Everton. Na sequência vem Marcelo Grohe, e mais abaixo Cícero, seguido por Geromel, Ramiro, Maicon e Jael. Kannemann e Luan fecham o grupo de atletas com 40 ou mais partidas na temporada.

Os números são inferiores aos de 2017, quando o Grêmio chegou à semifinal da Copa do Brasil, venceu a Libertadores e jogou o Mundial de Clubes. Na temporada passada, o clube entrou em campo incríveis 79 vezes e teve bem mais partidas na bagagem de cada atleta.

Everton e Ramiro foram os recordistas de jogos no Grêmio do ano passado com 61 e 60 jogos, respectivamente. A diferença para 2018, na visão do clube, está na agenda apertada.

Ao ver o time de transição patinando no Campeonato Gaúcho, o elenco principal estreou mais cedo do que o planejado. Entrou em uma sequência de jogos com caráter decisivo no estadual, em busca de classificação à fase eliminatória. No meio do caminho, decidiu a Recopa Sul-Americana contra o Independiente viu a pré-temporada ser curta. Nem o recesso para Copa do Mundo aliviou aos olhos do Grêmio.

"É desgastante você ver times fora do Brasil jogando no máximo jogando 60 jogos. O Real Madrid jogou 62 jogos mesmo chegando a todos os campeonatos. Aqui, um time joga 80 jogos no ano. O desgaste é muito grande. Esse ano nós voltamos em 18 de janeiro, e no dia 7 houve a final da Recopa. E aí vieram os jogos do Gauchão, e cada um era uma decisão. Libertadores, Brasileiro… Foi um ano muito tenso, desgastante. Desgaste não só pelo calendário, mas pela preparação com pouco tempo. Alguns jogadores chegaram mais tarde, como André e Marinho. Muitas lesões também. Foi um ano muito desgastante mesmo", disse Jael.

"É complicado para todo mundo, é o futebol brasileiro que paga com isso. Não fica um campeonato muito vistoso. Os clubes têm que fazer uma formação diferente a cada jogo. Vejo muita gente falando que o Grêmio faz isso ou aquilo, mas não tem como. Sem descanso, não dá. É preciso descanso, preparação boa. E para ter preparação boa, tem que ter calendário melhor. CBF e federações precisam de entendimento para o futebol brasileiro ter evolução. Temos que ter campeonatos melhores", completou.

Contra o Vitória, o Grêmio pode manter o rodízio recente que visa dar fôlego ao time. Esse expediente mandou Maicon, Ramiro e Jael para o banco. A hora, porém, é do esforço final.

Depois de visitar o Vitória, o Grêmio volta a Porto Alegre e recebe o Corinthians no último jogo do ano. Se ganhar as duas partidas, o clube foge da pré-Libertadores e também evita uma nova temporada com início antecipado e provável fadiga extrema na reta final de 2019.

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