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Por Libertadores, Santos aposta em redenção de Bruno Henrique contra o Flu

Camisa 11 do Santos não marca gols há 12 jogos, mas é "bancado" por Cuca no time - JAYSON BRAGA/ESTADÃO CONTEÚDO
Camisa 11 do Santos não marca gols há 12 jogos, mas é "bancado" por Cuca no time Imagem: JAYSON BRAGA/ESTADÃO CONTEÚDO

Samir Carvalho

Do UOL, em Santos (SP)

27/10/2018 04h00

O Santos enfrenta o Fluminense neste sábado (27), às 16h30 (de Brasília), na Vila Belmiro, sonhando tornar mais real o retorno à próxima Copa Libertadores da América. Atualmente, a equipe ocupa a sétima colocação, com 43 pontos, a três do Atlético-MG, primeiro no G-6.

Para isso, o técnico Cuca aposta na redenção pessoal do atacante Bruno Henrique na partida válida pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O camisa 11 santista já não marca gols há 12 jogos, a última vez que balançou as redes foi na vitória por 2 a 1 diante do Cruzeiro, em 15 de agosto, em Belo Horizonte, há mais de dois meses. Na ocasião, o triunfo não bastou para a equipe avançar na Copa do Brasil, eliminada nos pênaltis nas quartas de final.

Se contabilizados somente jogos do Campeonato Brasileiro, o jejum é de exatamente um turno, ou 17 jogos na competição. A vítima foi justamente o Fluminense, pouco antes da paralisação para a Copa do Mundo, disputada na Rússia. O atacante decidiu o confronto no Maracanã, vencido por 1 a 0, em 13 de junho.

Em má fase, atacante é defendido por Cuca

Bruno Henrique, definitivamente, ainda está longe da fase que o levou a encerrar 2017 como principal artilheiro do clube na temporada, com 18 gols. Neste ano, foram apenas dois em 29 jogos disputados.

Cuca, por sua vez, já fez seguidas defesas públicas ao jogador e assegurou, também, que bancará a titularidade do jogador.

Nesta sexta-feira (26), na última entrevista antes do confronto, o treinador foi questionado sobre os motivos para continuar apostando em Bruno Henrique, preterindo como opção o paraguaio Derlis González, principal garçom da equipe no Brasileiro.

“Ainda bem que não falaram teimosia, mas em insistência. Eu acho que o Bruno fez um grande jogo [no empate por 2 a 2 contra o Internacional, na última segunda-feira]. Eu não acompanho as redes sociais, só penso aqui. Ele rendeu, principalmente, quando fizemos algumas mudanças táticas sem mexer na equipe. Ele foi para o lado direito do campo, trabalhamos ele com a chegada do Ferraz e triangulando com o Sánchez. Daqui a pouco faz o gol e o jogo bom que está fazendo passa a ser mais completo”, disse o técnico.

“Não podemos ir pelo que falam, o Derlis tem nos ajudado. Não precisa ser o titular para ser o cara que resolve uma partida. Exemplos ocorrem, o rapaz [Benedetto] entrou aos 30 [na vitória por 2 a 0 do Boca Junior sobre o Palmeiras] e fez dois gols. É assim que funciona num grupo. O Derlis faz parte desse grupo. Jogando, ou não, é importante.”, completou.

No Brasileiro, Bruno Henrique lidera algumas estatísticas negativas da equipe. De acordo com o Footstats, é o jogador com a maior média de bolas perdidas por partida, 6,4.

Entre os titulares, também possui a pior média de passes. Foram 74 erros em 403 tentativas, 18,4%. Nas finalizações, acertou no gol apenas seis de 34 tentativas, 82,4% dos erros no fundamento, um dos mais altos.

O jogador tem a sombra não somente do paraguaio Derlis González, mas também de Eduardo Sasha e de Jonathan Copete, elogiados por Cuca.

“Eu sinto que eles evoluíram muito, quem joga e quem está fora. Daqui a pouco, vão ver quem não têm atuado em outro nível. O Copete é exemplo, o Sasha, jogadores que hoje estão do mesmo nível dos que estão jogando. Tem o Arthur [Gomes] e os zagueiros, também”, explicou Cuca.

Para a partida, o técnico relacionou 23 jogadores e confirmou o retorno do zagueiro Robson Bambu, não utilizado nos últimos jogos em razão da indefinição sobre a sua permanência no clube.

O Santos não contará com a sua defesa titular, composta por Gustavo Henrique e Luiz Felipe, que cumprem suspensão. A outra vaga será de Lucas Veríssimo, recuperado de lesão. O atacante Felippe Cardoso segue tratando de uma pubalgia.

A equipe também corre riscos com relação a acumular desfalques para o clássico contra o Palmeiras, a próxima partida, em 3 de novembro.

Ao todo, são sete jogadores que estarão suspensos se tomarem um cartão amarelo: os laterais Dodô e Victor Ferraz, os zagueiros Lucas Veríssimo e Robson Bambu, os meias Léo Cittadini e Carlos Sánchez, além do próprio Bruno Henrique.

Priorizando a Copa Sul-Americana, o Fluminense virá à Vila Belmiro apenas com reservas. O técnico Marcelo Oliveira teme por lesões e cansaço para a decisiva partida diante do Nacional-URU, no dia 31, em Montevidéu. O primeiro confronto terminou empatado por 1 a 1, no Rio de Janeiro.

O zagueiro Gum, por exemplo, foi substituído na partida de quarta-feira com dores no tornozelo e na perna direita. A principal novidade é a presença do atacante Marcos Paulo entre os relacionados, promessa de apenas 17 anos do Fluminense.

FICHA TÉCNICA
Santos x Fluminense

Data:
27 de outubro de 2018, sábado
Local: Vila Belmiro, em Santos (SP)
Horário: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes (SC)
Assistentes: Henrique Neu Ribeiro e Eder Alexandre (ambos de SC)

Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Robson Bambu e Dodô; Alison, Carlos Sánchez e Diego Pituca; Rodrygo, Bruno Henrique e Gabriel Barbosa. Técnico: Cuca.

Fluminense: Rodolfo; Igor Julião, Paulo Ricardo, Frazan e Marlon; Airton, Dodi e Daniel; Jr. Dutra, Kayke e Marcos Jr
Técnico: Marcelo Oliveira.

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