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Gustavo Scarpa tenta retomar espaço e engrenar em ano marcado por problemas

Último jogo de Scarpa pelo Palmeiras foi há dois meses, contra o Vasco - Daniel Vorley/AGIF
Último jogo de Scarpa pelo Palmeiras foi há dois meses, contra o Vasco Imagem: Daniel Vorley/AGIF

Leandro Miranda

Do UOL, em São Paulo

19/10/2018 04h00

Após duas temporadas de destaque no futebol nacional, em que foi líder de assistências do Campeonato Brasileiro e chegou a ser convocado para a seleção, Gustavo Scarpa vive um ano complicado no Palmeiras. Em meio a brigas judiciais, dificuldades físicas e opções técnicas, ele ainda luta para engrenar com a camisa alviverde e terminar o ano em alta. Recentemente recuperado de lesão, o meia pode ser opção para o jogo com o Ceará, no próximo domingo (21), no Pacaembu.

Scarpa chegou ao Palmeiras em janeiro após se desvincular do Fluminense na Justiça por atrasos de pagamentos. Como ele se integrou ao elenco comandado por Roger Machado só no meio do mês, perdeu a pré-temporada e demorou mais para entrar na forma física ideal: foi o primeiro percalço enfrentado em 2018. A estreia veio só em fevereiro, em clássico contra o Santos.

Alvo de um trabalho de fortalecimento muscular que o fez ganhar 4 kg, o meia aos poucos foi ganhando ritmo e espaço. Mesmo sem ser titular absoluto, as atuações foram melhorando; o auge veio nos dois golaços na vitória sobre o Ituano, em março, pelo Paulistão. A alegria, porém, durou pouco. Quatro dias depois daquele jogo, a Justiça do Rio derrubou a liminar que desligava o jogador do Flu, anulando seu contrato com o Palmeiras.

Entre idas e vindas nos tribunais e sem acordo entre os clubes, Scarpa passou quatro meses sem jogar profissionalmente. Manteve a forma em Hortolândia, cidade do interior de São Paulo onde vive sua família, com treinos particulares e "peladas". Foi só em julho que o meia acertou seu retorno ao alviverde, após o TST conceder um habeas corpus que voltou a derrubar seu vínculo com o time carioca. A disputa jurídica ainda teve um bloqueio de R$ 200 milhões contra o atleta e o Palmeiras e só foi encerrada neste mês, com um acordo entre os clubes que envolveu pagamentos ao Flu.

Além das brigas judiciais, a vida de Scarpa também não foi fácil em campo. Roger apostou nele como titular após a parada da Copa do Mundo, mas foi demitido após três jogos. Com Luiz Felipe Scolari, o meia, que vinha jogando aberto por um dos lados, perdeu vaga para Willian, um jogador com mais características de ponta, e foi para a reserva. E logo no primeiro jogo como titular com Felipão, diante do Vasco, pelo Brasileiro, ele saiu no intervalo sentindo dores no calcanhar.

O que parecia um problema simples se transformou em mais uma complicação para o ano de Scarpa. A pancada recebida no calcanhar gerou um processo inflamatório que deixou a recuperação mais lenta do que o previsto. Ele demorou para voltar a treinar com o grupo e já está há mais de dois meses sem jogar. Voltou a ser relacionado só no último domingo (14), na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio, mas não saiu do banco.

Agora, Scarpa está clinicamente recuperado e pronto para jogar novamente. Como dificilmente terá condição de aguentar 90 minutos, ele não deve ser titular contra o Ceará, mas existe a expectativa de que ele entre em campo durante a partida. Versátil, já que pode atuar tanto aberto quanto centralizado, ele pode se tornar mais uma opção para o rodízio de Felipão, que tem em Hyoran o único reserva natural para os pontas Dudu e Willian. Artur, a outra opção do setor, se recupera de uma fratura no braço.

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