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Fã de Ceni, ele usa a 01 no Ceará e sonha com gol de falta - que quase saiu

Éverson, goleiro do Ceará, usa a camisa 01 em homenagem a Rogério Ceni - Divulgação/CearaSC.com
Éverson, goleiro do Ceará, usa a camisa 01 em homenagem a Rogério Ceni Imagem: Divulgação/CearaSC.com

Marcello De Vico

Do UOL, em Santos (SP)

25/08/2018 23h19

Ao ver o número 01 nas costas da camisa de Éverson, goleiro do Ceará, não é incomum fazer uma imediata associação a Rogério Ceni, ex-arqueiro do São Paulo e hoje técnico do Fortaleza. E faz todo sentido. A escolha que vem desde 2016, quando o time cearense adotou numeração fixa, é inspirada justamente no ídolo tricolor. E dele vem também a vontade de cobrar faltas, algo que Éverson descobriu ter qualidade desde as categorias de base do São Paulo, onde foi revelado e justamente o seu adversário no jogo que acontece neste domingo (26), às 11h, no Morumbi.

O tão sonhado gol de falta ainda não veio, apesar dos 28 anos, mas parece cada vez mais perto. Ele quase saiu em cobrança feita no jogo da última segunda-feira (20), no empate por 1 a 1 com o Vasco, em São Januário. A bola tirou tinta da trave de Martín Silva e por pouco não balançou as redes.

“Já fiz [gols de falta] na base, dois, mas foram em jogos treino. Foi no sub-17, mas não tinha súmula. Mas nunca tive o prazer de fazer um gol oficial de falta. Já fiz de pênalti. Já cheguei perto, mas como profissional ainda não tive esse prazer”, contou Éverson em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

O prazer por se arriscar em cobranças de falta surgiu na base do São Paulo, onde, segundo ele, todos os profissionais são ‘forçados’ a desenvolver certa habilidade com os pés.

“A vontade de cobrar falta vem desde a base. Fiz a base no São Paulo, fui formado no São Paulo, e lá o goleiro, além de ser bom goleiro, tinha que ter qualidade com os pés. Foi quando eu vi que eu tinha essa possibilidade e, depois, vi que tinha o dom de bater bem na bola, de bater bem falta, e foi através da base que eu comecei a me aventurar nas cobranças de falta”, disse.

O goleiro Everson se antecipa a Maxi López no jogo entre Vasco e Ceará - Thiago Ribeiro/AGIF - Thiago Ribeiro/AGIF
Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF
Não coincidentemente, Rogério Ceni virou inspiração para Éverson, goleiro do Ceará desde 2015 – contratado do Confiança-SE. O goleiro tricampeão mundial ainda estava no auge quando o arqueiro alvinegro, hoje com 28 anos, fazia parte da base do São Paulo, entre 2007 e 2010. Mas só em 2016, quando o Ceará adotou numeração fixa, Éverson passou a homenagear Ceni.

“01 foi inspirada nele. Quando apareceu a numeração fixa, eu queria ter alguma numeração diferente. No momento, eu achei que seria conveniente eu usar o 01 por tê-lo como ídolo, como jogador profissional e pela história dele. Eu quis fazer disso aí um algo diferente também para mim para que eu pudesse não só me destacar fazendo defesas, como possivelmente batendo faltas e tendo esse número diferente dos outros”, disse o goleiro do time cearense.

A idolatria por Ceni segue firme, e Éverson ainda aguarda uma visita do hoje técnico do Fortaleza em sua casa. Hoje, em lados opostos, ambos se encontraram em clássicos pelo Estadual de 2018.

“A gente conversou nos Clássicos Rei que tivemos aqui, dentro do Estadual. Tive o prazer de revê-lo, de conversar com ele. É uma pessoa que todos sabem da idolatria que eu tenho por ele, por ter feito a base no São Paulo, por ter trabalhado com ele, por ter sido o atleta que ele foi, tenho muito carinho e respeito por ele. Antes do jogo, no clássico, e depois, a gente conseguiu conversar rápido, ele ficou até de me fazer uma visita, mas com a correria ainda não acabou dando certo esse encontro, mas é uma pessoa que sabe o carinho que tenho por ele”, afirmou.

Melhor momento da carreira

Com passagens por Guaratinguetá – onde foi reserva de Jaílson –, River-PI e Confiança-SE, Éverson diz não ter dúvidas de que vive o melhor momento de sua carreira, até pela projeção que o Ceará lhe proporciona – apesar da atual vice-lanterna no Campeonato Brasileiro.

Everson, goleiro do Ceará, tenta parar o ataque do Atlético-MG - ERWIN OLIVEIRA /FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO - ERWIN OLIVEIRA /FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
Imagem: ERWIN OLIVEIRA /FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO
“Sem dúvida nenhuma é o meu melhor momento da carreira. Depois da base, que eu passei pelo São Paulo, fiquei no Guaratinguetá por quatro anos na reserva do Jaílson. Depois tive uma oportunidade no River do Piauí, em que faziam sete anos que eles não conquistavam o título estadual, e pude chegar lá e ser campeão. No Confiança, passei bons momentos, tenho um carinho imenso por essa instituição. A gente subiu o time da Série D para a C, tive títulos e nunca perdi um jogo dentro do Estado. É um lugar que tenho muito carinho, mas não se compara a essa repercussão e esse momento que estou tendo hoje no Ceará, dentro da divisão dos 20 maiores clubes do Campeonato Brasileiro”, afirmou o camisa 01 do Ceará.

“Venho passando por um bom momento dentro do gol, passando confiança à torcida, à diretoria, à comissão técnica, a amigos, a jogadores, então, com certeza, esse é o melhor momento que venho passando na carreira, inclusive neste ano. Já passei bons momentos no Ceará, no ano passado com o acesso, mas, com certeza, individualmente, esse é o melhor momento que estou passando pelo Ceará”, acrescentou.

Herói da permanência do Ceará na Série B em 2015 com defesas milagrosas especialmente no jogo da última rodada, contra o Macaé (1 a 0), Éverson tem contrato com o clube alvinegro até 2020. A boa fase já faz o goleiro receber algumas sondagens, mas a cabeça segue no Ceará.

“Sempre tem empresários, assessores que entram em contato, mas estou tranquilo, com a cabeça boa aqui. Sei que já fiz o número de jogos necessário para não sair [para outro time da Série A], e a janela de transferência para fora do país está fechando no fim do mês. Vieram algumas sondagens, mas tenho meu empresário e procuro fazer um bom trabalho para que eu possa dar suporte para ele trabalhar fora de campo também”, completou.

Ficha Técnica: São Paulo x Ceará

Data: 26/8/2018
Horário: 11h (de Brasília)
Local: Morumbi, em São Paulo (SP)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Auxiliares: Alessandro Alvaro Rocha de Matos (BA) e Eduardo Gonçalves da Cruz (MS)

SÃO PAULO
Sidão; Bruno Peres, Anderson Martins, Arboleda e Reinaldo; Jucilei, Luan e Nenê; Joao Rojas, Diego Souza e Everton
Técnico: Diego Aguirre.

CEARÁ
Everson; Fabinho,Tiago Alves, Luiz Otávio e João Lucas; Edinho e Richardson; Ricardinho, Calyson e Leandro Carvalho; Arthur
Técnico: Lisca.

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