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Homenageado, D'Ale celebra 10 anos de Inter: "O clube é maior que tudo"

D"Alessandro recebe do presidente do Inter e do vice de futebol placa comemorativa - Marinho Saldanha/UOL
D'Alessandro recebe do presidente do Inter e do vice de futebol placa comemorativa Imagem: Marinho Saldanha/UOL

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

29/07/2018 15h48

D'Alessandro completa 10 anos de Inter nesta segunda-feira. E antes da partida contra o Botafogo, neste domingo (29) foi homenageado no Beira-Rio. Em entrevista coletiva, disse que ninguém é maior que o clube e agradeceu pela oportunidade de fazer história.

"Para mim é muito importante, ninguém sabia o que aconteceria aqui em 2008 (quando chegou ao clube). Hoje tenho uma história bonita, títulos, e a gente tem que frisar isso porque não se ganha sozinho, é bom destacar que fiz parte de muitos grupos qualificados e vencedores e isso que faz com que a gente ganhe e coloque o Inter nos planos internacionais e nacionais da melhor maneira. Me deixa muito orgulhoso. Sou mais um na história do clube, tem muitos jogadores que fizeram história, o clube é maior que tudo. Que fique claro. E o legado que o D'Alessandro quer deixar é que às vezes eu sou um pouco maluco mas faço de tudo para deixar bem o clube, ganhar, sendo profissional e dedicado", disse.

O Colorado tratou de prestar uma série de homenagens ao camisa 10. Distribuiu 30 mil exemplares da braçadeira de capitão que ele usa. Ainda entregou uma placa alusiva ao período para o jogador no gramado do estádio.

"Eu nunca me vou colocar neste lugar (entre os maiores ídolos da história do Inter), deixo para o torcedor, o torcedor é que faz o ídolo, a história nossa. É verdade, não é demagogia. É quem banca o clube, lota o Beira-Rio, é o torcedor o que nós precisamos, o clube precisa. Eu não sei em que lugar estou na história do clube, só vou saber quando me afastar dessa realidade. Quando for um torcedor a mais do Inter, acabar minha carreira. De longe, eu e meus filhos aproveitarem o que o pai fez no clube", explicou.

D'Ale ainda comentou sobre o momento mais importante e se há algum arrependimento neste período tão longo usando as cores do Inter.

"É difícil escolher, todas foram importantes. Umas mais que outras. O título maior foi a Libertadores de 2010. O clube já vinha em planos internacionais, ganhando 2006 dois títulos, um deles o mais importante da história do Inter. Mas continuamos com a cena vitoriosa com um grupo qualificado. Em 2008 cheguei num grupo montado pelo Tite, foi muito fácil jogar. É parte dos grupos que eu vivi aqui dentro porque os caras experientes, que ajudavam, sinceramente peguei uma época muito boa, uma idade justa para mim. E digo hoje que alguém tinha algo guardado no clube para mim, cheguei no momento certo", disse.

"Não me arrependo de nada. Obviamente a gente tem que saber o que fez mal e o que fez bem. Obviamente tem momentos em que sofremos. Gostaria de ter feito melhor. Não vou citar porque não é bom lembrar. Não me arrependo de nada, meu caráter e minha personalidade me levaram a ter quase 18 anos de carreira e 10 anos no clube. É muito difícil ficar num clube tanto tempo. E ainda ganhando títulos e jogando bem. Tem que ser profissional, dedicado, tem que se esforçar e sobretudo ser sincero e ser leal. Eu tentei fazer e ser isso nos últimos 10 anos. Leal, frontal, muitas vezes errando, como todos erram, mas sendo sobretudo muito sincero", completou.

Foram 13 taças, 411 jogos, 88 gols. E mais um ano de contrato pela frente. De toda forma, D'Ale não garante que jogará em 2019 e deixa nas entrelinhas uma conversa para avaliar o próximo ano.

"Tenho contrato até o final do ano que vem e vamos ver no final do ano o que vai acontecer. Mas tomara que continue. A gente pensa na família também, minha família está muito bem aqui, muito bem adaptada e queremos que aconteça. Tomara que continue crescendo a história do clube. Conseguimos reerguer nosso clube, estamos fazendo uma campanha bem legal, não conseguimos nada ainda mas cabe a nós seguir assim para comemorar algo no fim do ano", finalizou. 

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