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Sem lesões, Moisés pode repetir roteiro e ser solução caseira no Palmeiras

Moises comemora gol do Palmeiras junto com uma máquina fotográfica - Ale Cabral/AGIF
Moises comemora gol do Palmeiras junto com uma máquina fotográfica Imagem: Ale Cabral/AGIF

Do UOL, em São Paulo

24/07/2018 04h00

O Palmeiras investiu pesado em meio-campistas nos últimos dois anos. Em 2017, veio Guerra, do Atlético Nacional, por cerca de R$ 11,7 milhões. Em 2018, Lucas Lima sem custos, mas com luvas de R$ 15 milhões. Meses depois, foi a vez de Gustavo Scarpa, que custou, entre luvas a ele e empresários, mais R$ 26 milhões. Em meio aos gastos de mais de R$ 52 milhões, quem caminha para se firmar no meio palmeirense é, mais uma vez, Moisés.

Ao contrário de seus principais concorrentes, Moisés desembarcou no Allianz Parque sem pompa, no fim de 2015. Vindo do Rijeka, da Croácia, custou 1 milhão de euros (R$ 4,3 milhões, na época). Depois de ser um dos grandes destaques na campanha do título brasileiro de 2016, o meia começou 2018 distante dos titulares. Se nunca foi contestado pelo que fez em campo, o camisa 10 alviverde tem a trajetória marcada por lesões e voltas por cima.

Logo ao estrear pelo Palmeiras, contra o Linense, no Paulistão de 2016, Moisés fraturou o pé esquerdo. Depois de três meses afastado, se reergueu e terminou o ano como principal articulador do meio de campo campeão brasileiro. Em 2017, rompeu os ligamentos do joelho e passou seis meses afastado. Mais uma vez, recuperou seu espaço e terminou o ano como titular, com o vice-campeonato brasileiro.

O 2018 de Moisés não seguiu o enredo dos anos anteriores. Em maio, sofreu uma lesão na coxa, mas, dessa vez, ficou apenas três semanas afastado. Nesta temporada, teve dificuldades com a pesada concorrência: apesar de ter participado de 23 jogos, atuou pouco mais de mil minutos, o equivalente a cerca de 12 partidas.

O gol e a boa atuação na vitória por 3 a 2 sobre o Atlético-MG no domingo podem ser os primeiros passos para que Moisés repita 2016 e 2017 e reconquiste seu espaço na segunda metade de 2018. Os milionários concorrentes enfrentam problemas: Guerra lesionou o pé esquerdo e não atua desde maio; Lucas Lima ainda não se firmou, começou no banco de reservas ou foi substituído em todas as últimas oito partidas; Scarpa está no Palmeiras, mas ainda é alvo de batalha jurídica que pode devolvê-lo ao Fluminense.

Os 180 minutos nas últimas duas partidas representam a maior sequência do camisa 10 palmeirense na temporada até agora. Contra o Fluminense, nesta quarta, deve ser titular mais uma vez e ter a oportunidade de ampliar a vantagem sobre os concorrentes de R$ 52 milhões na briga pelo posto de comandante do meio campo alviverde.

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