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Novo titular, Weverton cita concorrência no Palmeiras: "não pode dar mole"

Weverton, goleiro do Palmeiras - Cesar Greco/SE Palmeiras
Weverton, goleiro do Palmeiras Imagem: Cesar Greco/SE Palmeiras

Do UOL, em São Paulo

24/07/2018 14h59

Reserva desde que chegou ao Palmeiras, Weverton assumiu nas últimas duas partidas a titularidade, e ouviu do técnico Roger Machado que terá sequência. O goleiro, que veio do Atlético-PR, enfrenta uma situação particular, com Jailson e Prass, dois "xodós" da torcida, como concorrentes. Em entrevista coletiva na Academia de Futebol nesta terça-feira, o novo titular falou sobre a competição pela posição e a relação com os dois experientes rivais.

"Isso me motiva, não posso dar mole. A concorrência é muito grande, começou com o Jailson, agora o Roger optou por mim, isso mostra que tem de estar 100% todo tempo. Se der mole tem dois caras prontos para querer seu lugar. A gente se dá muito bem no dia a dia, mas só joga um, poxa. Não tem jeito. Não tem brincadeira, há muito respeito de todas as partes. Quando eu joguei tenho certeza que os dois estavam apoiando. Quem ganha é o Palmeiras. Não é conversa furada ter três pessoas desse nível".

Weverton foi o goleiro da seleção brasileira nas Olímpiadas de 2016, e chegou ao alviverde em 2018 com esperanças de disputar uma vaga na Copa do Mundo da Rússia. Acabou, entretanto, iniciando sua trajetória como terceiro goleiro.

"Sendo sincero, tudo o que eu conquistei antes de chegar só tinha me credenciado a chegar ao Palmeiras. Quando pisei aqui dentro era só mais um, não fiz história nenhuma para achar que seria dono da posição ou que ia chegar tomando lugar. Eu tinha de lutar pelo espaço, ainda mais com Jailson e Prass", afirmou. "Queria jogar para o Tite me ver para ir para Seleção, mas não posso não ter humildade de reconhecer os dois caras e respeitar a opinião do Roger".

Apesar da concorrência e dos meses como reserva, o novo titular da meta alviverde se diz pronto para suportar a pressão. Para Weverton, a chance veio no momento certo.

"Era a terceira opção, mas em nenhum momento eu desanimei e achei que tinha sair e procurar outras coisas para jogar. Era momento de eu entender como funcionava o clube, poder aprender, saber como funciona a torcida. É motivo de muito orgulho vestir essa camisa que tantos goleiros fizeram história. Apesar de não ser formado na casa, me sinto em casa e feliz e preparado para poder honrar essa camisa".

O Palmeiras encara o Fluminense, nesta quarta-feira, no Rio de Janeiro. Com 23 pontos, o alviverde ocupa a sexta colocação no Campeonato Brasileiro.

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