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Corinthians tem opções para Rodriguinho, mas precisará de novo "herói"

Meia se despediu do Timão na derrota por 3 a 1 para o São Paulo no último sábado - Marcello Zambrana/AGIF
Meia se despediu do Timão na derrota por 3 a 1 para o São Paulo no último sábado Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo (SP)

23/07/2018 04h00

A passagem de Rodriguinho pelo Corinthians terminou no último sábado, com a derrota por 3 a 1 para o São Paulo na 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clube agora tem o desafio de se reorganizar sem seu principal jogador. Há até opções para o setor, da aposta em jovens à confiança na experiência de Jadson. O problema mesmo será encontrar uma nova peça capaz de decidir tantos clássicos e jogos importantes.

O título do Campeonato Paulista deste ano é um retrato do tamanho de Rodriguinho do segundo semestre de 2016 até sua criticada venda para o Pyramids, do Egito, por 6 milhões de dólares. Os palmeirenses no chão na primeira fase, os são-paulinos castigados no último minuto na semifinal e, claro, o gol da final, novamente contra os alviverdes, marcam o grande campeonato do meio-campista.

Os golaços - na técnica e na marra - do meia também ajudaram na conquista do Brasileirão do ano passado. E até agora o Corinthians não apresenta nenhum sucessor para esse tipo de solução. Jô e Arana, outros expoentes técnicos, já haviam saído em dezembro. Balbuena e Maycon também deixaram o clube. As novas contratações ainda precisam de tempo para afirmação e têm cada vez menos pilares para se apoiarem.

Essa é a dificuldade que Pedrinho e Matheus Vital, candidatos a substitutos de Rodriguinho, podem enfrentar. O Timão se acostumou a preservar uma base e facilitar o entrosamento de novatos. Agora, a base foi desfeita e nem mesmo a comissão técnica se manteve. Osmar Loss já é bastante criticado e seus movimentos passam a ser vigiados por um filtro cada vez mais estreito de exigência.

Quem poderia assumir a bronca da ausência de Rodriguinho com mais facilidade é Jadson, pensando na experiência, no conhecimento do clube e na capacidade técnica. O problema é confiar que o meia terá uma regularidade física. Desde o ano passado ele acaba perdendo espaço ou qualidade justamente pela queda do rendimento físico.

A diferença é que, sem o antigo parceiro de meio, Jadson poderá voltar a jogar centralizado, organizando as jogadas. Ele perdeu a vitalidade para atuar aberto ou como segundo volante e só formava dupla com Rodriguinho quando o ex-técnico Fabio Carille montava o time no 4-2-4. A missão de encontrar um novo caminho, agora, está nas mãos de Loss.

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