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CBF considera punições a comemorações normais: "Está na regra", diz Marinho

Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

23/07/2018 17h22

Nas últimas duas rodadas do Campeonato Brasileiro, comemorações de gol foram punidas com cartão amarelo e geraram polêmica. No 1 a 1 entre Santos e Palmeiras, na última quinta, Lucas Lima foi advertido por supostos gestos inflamatórios. Neste domingo, na vitória do clube alviverde por 3 a 2 sobre o Atlético-MG, foram as vezes de Luan e Moisés, desta vez por suposta demora excessiva. Amparada na ideia de que as duas justificativas estão na regra, a CBF defende que as advertências foram normais.

"Está previsto na regra que, se o árbitro entender que houve uma demora excessiva, pode punir com o cartão amarelo. [Nesse caso do Moisés e Luan], o motivo foi uma demora, um excesso de comemoração", afirma Marcos Marinho, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, ao UOL Esporte.

A edição 2018 das regras do futebol da CBF fala tanto em demora como em gestos que coloquem em risco a tranquilidade do jogo como fatos passíveis de cartão amarelo nas celebrações. "As comemorações não devem ser excessivas. Coreografias são desencorajadas, e não podem gerar perda de tempo excessiva", diz a regra. Além disso, jogadores precisam, necessariamente, ser advertidos com o cartão em caso de contato com arquibancada, alambrado, gestos provocativos, uso de máscara e retirada da camisa.

Para Marinho, as medidas são ferramentas do árbitro para manter o controle do jogo. No caso da demora, cabe a ele decidir pela punição ou não, de acordo com o clima do jogo.

"[A comemoração] pode prejudicar o controle do jogo do árbitro, a equipe que perdeu pode querer sair jogando rapidamente. Vai da análise do arbitro do clima do jogo, da animosidade dos atletas. Ele sabe como controlar a partida, ele está sentindo o jogo, o clima, a rivalidade".

Jogadores não concordam com as punições

Mesmo com previsão nas regras, os cartões amarelos incomodam os jogadores. "Estão tentando inibir a gente até de comemorar um gol, um momento tão marcante no futebol. Mais uma vez eu falo, é uma vergonha", disse Moisés, na descida para o vestiário depois da vitória sobre o Atlético.

Do outro lado, Luan também reclamou. "A gente não pode nem fazer gol mais, acho que o futebol vai ser quem tocar mais a bola vai ganhar a partida, você faz o gol e vai comemorar e o juiz quer dar cartão, acho que não tem nada a ver isso aí. Eles estão ficando chatos".

A reportagem apurou que os clubes não pretendem reclamar formalmente dos cartões recebidos. Palmeiras e Atlético-MG voltam a campo na quarta-feira. Os paulistas encaram o Fluminense, no Rio de Janeiro, enquanto os mineiros encaram o Paraná, em Belo Horizonte.

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