PUBLICIDADE
Topo

Esporte

"Bancado" no Pacaembu, Jair se defende de vaias da torcida do Santos

Do UOL, em Santos (SP)

19/07/2018 23h51

O técnico Jair Ventura foi mais uma vez “bancado” no cargo após o empate entre Santos e Palmeiras por 1 a 1, nesta quinta-feira, no estádio do Pacaembu. Apesar das vaias da torcida santista durante o clássico, o presidente José Carlos Peres foi ao vestiário conversar com Jair após o jogo e saiu de lá garantindo o treinador no cargo.

Jair Ventura, por sua vez, explicou as substituições que provocaram as vaias da torcida. O treinador tirou Rodrygo e Alison para as entradas de Yuri Alberto e Léo Cittadini, respectivamente.

Rodrygo saiu de campo após sofrer um pancada na lateral do joelho direito, segundo assessoria de imprensa do Santos, enquanto Alison pediu para sair por conta de desgaste físico, como revelou Jair Ventura após o clássico. 

“Ficaram chateados com a substituição do Alison, mas explico, o atleta pediu para sair. Eu vi que ele estava bem no jogo também, como a torcida viu. A torcida é o patrimônio do clube. Tudo passa. Eles que ficam. Normal o comportamento. Fazemos de tudo para dar o melhor para eles, às vezes, eles não entendem. Se 110% não está sendo suficiente, vamos fazer 140%, 150%. Entendo com naturalidade as críticas. Quando vencermos, vão estar nos aplaudindo. Eu entendo, a torcida tem razão", afirmou Jair.

O treinador que, além das vaias no estádio, é bastante criticado pela torcida santista nas redes sociais, também explicou a troca de Sasha por Copete no segundo tempo e fez questão de lembrar que o Palmeiras pressionou no final da partida, pois a equipe santista estava atuando praticamente com dez jogadores, devido ao desgaste físico de Bruno Henrique.

“Criamos algumas chances ainda no primeiro tempo, foi muito bom. O segundo foi bem equilibrado até a saída do Rodrygo, vale lembrar que foi uma pancada. O Alison pediu também para sair, é importante ressaltar isso, além do Sasha, que estava desgastado também. O Vanderlei fez uma grande defesa e sofremos uma bola na trave no final da partida, mas eu estava sem Bruno Henrique pois não saiu para fazer número, pois estava esgotado também. Temos de parabenizar os jogadores pela entrega e competitividade. Chegamos, criamos e sofremos riscos com a transição", disse Jair.

O técnico santista promete melhorar o seu rendimento no comando da equipe. "Não, nunca vai estar, porque meu cobro bastante. Nunca vou estar satisfeito e nem preparado. Vou estar em evolução. Hoje aprendi, amanhã também vou aprender. Aprendo com pessoas mais simples, não só em cursos, mas estou sempre me preparando e fazendo o Santos um time melhor. Buscamos a excelência, mas é muito difícil alcançá-la. Nem se estivermos na ponta em todas as competições, nós vamos buscar sempre melhorar", explicou.

Na próxima rodada, o Santos encara a Chapecoense, domingo, às 19h (de Brasília), na Arena Condá, em Chapecó, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro. Neste duelo, o Santos não contará com Alison, suspenso, mas terá o retorno de Diego Pituca, que cumpriu suspensão no clássico. Rodrygo será reavaliado pelo departamento médico nesta sexta-feira para saber se pode jogar.

Esporte