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"Não vou me entregar", diz Ceni após empate e cobrança de torcedores

Bruno Freitas

Do UOL, em São Paulo

25/06/2017 19h21

A paciência dos torcedores do São Paulo com o atual momento da equipe está no limite. Neste domingo (25), depois de um empate por 1 a 1 com o Fluminense em pleno Morumbi, a equipe da casa foi vaiada e um grupo de adeptos protestou em frente ao portão que dá acesso aos vestiários. A paciência de Rogério Ceni, não. A despeito de ter reconhecido que o momento vivido pelo time paulista é complicado, o treinador evitou falar sobre uma ruptura no trabalho que tem desenvolvido desde o início do ano, quando assumiu o comando.

“O torcedor está chateado e xinga no portão, mas eu também estou xingando por dentro. Não vou me entregar e não vou jogar a toalha. Sonhei com isso para a minha vida e sonhei que ia trabalhar para ser campeão. Esse é o clube do meu coração e é isso que eu vou fazer até o dia em que as pessoas me permitirem”, disse o treinador em entrevista coletiva.

O empate com o Fluminense, que foi superior em grande parte do duelo, levou o São Paulo a 11 pontos no Campeonato Brasileiro. Sem vencer há cinco rodadas, o time de Ceni começa a ficar perigosamente perto da zona de rebaixamento para a segunda divisão nacional.

A fase negativa motivou cobranças. Torcedores levaram faixas à entrada dos vestiários do Morumbi neste domingo e entoaram cânticos de críticas ao atual momento do São Paulo. O principal alvo daquele grupo foi o presidente Carlos Augusto Barros e Silva, conhecido como Leco, mas é natural que um início tão conturbado no Campeonato Brasileiro gere pressão também sobre o trabalho do treinador.

Segundo Ceni, contudo, há razões para o torcedor do São Paulo não estar tão pessimista. A tese do técnico tricolor é que a fase é ruim, sim, mas que seu time tem feito jogos equilibrados e oferecido demonstrações de que pode reagir.

“Vejo o São Paulo com totais condições de fazer os três pontos contra qualquer um hoje, mas não vem acontecendo. Aí recai sobre o treinador, o que eu vejo como algo natural. O torcedor quer ver a vitória, e eu também quero. Não é possível que esse momento não vá virar dentro dos atletas que a gente tem, do que a gente treina e do que a diretoria tem feito para mudar. A responsabilidade é minha, passa por mim, mas não é possível que nós vamos fazer jogos bons ou equilibrados e nunca vamos sair vencedores”, ponderou Ceni.

O São Paulo dirigido pelo ex-goleiro já foi eliminado da Copa do Brasil, do Paulista e da Sul-Americana em 2017. Além disso, já começa a se distanciar das primeiras posições no Brasileiro (são 15 pontos de diferença para o líder Corinthians, por exemplo).

“Estamos tentando achar a primeira vitória. Se acharmos, vamos seguir cada vez melhor no campeonato”, teorizou Ceni, que já começou a fazer planos para a próxima temporada: “Espero poder estar aqui no ano que vem. Primeiro porque eu acredito nos jogadores. Segundo porque sou apaixonado por esse clube. Acredito muito que vamos conseguir sair dessa situação difícil e vamos fazer um 2018 como eu programei na minha cabeça. Não vamos deixar de lutar em 2017 porque sei que 2018 depende disso”.

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