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Com gol no final, Bahia vence Cruzeiro no 'jogo da festa' e se salva da degola

Do UOL, em Belo Horizonte

01/12/2013 19h01

A festa estava armada para o Cruzeiro, mas quem comemorou mesmo foi o Bahia. Em um jogo eletrizante, o tricolor baiano venceu por 2 a 1 no Mineirão e escapou matematicamente do rebaixamento para a Série B do Brasileirão. Já o torcedor cruzeirense não se importou com o resultado a comemorou ao lado dos jogadores a entrega do troféu de campeão brasileiro.

A partida, decisiva para o time baiano e de entrega da taça do título para os donos da casa, dividiu as atenções com a festa preparada para o lado de fora do Mineirão. Muitos torcedores do Cruzeiro nem entraram ao estádio e foram direto para as proximidades do Mineirinho, onde desde cedo já estava a postos o trio elétrico Dragão, maior do mundo, segundo o diretor de marketing Marcone Barbosa, palco da festa, com show de Alexandre Peixe, cantor de axé, e distribuição de 100 mil latas de cerveja. Durante o jogo, houve briga entre torcedores e um cruzeirense ficou machucado.

Apático no primeiro tempo, o Cruzeiro pressionou muito na etapa final, mostrando mais vontade, mas aí esbarrou na forte retranca baiana, montada pelo técnico Cristóvão Borges. O sonhado triunfo, que representou quebra de tabu de 14 anos sem vencer o time celeste e marcou a primeira vitória  em jogos no Mineirão, levou o Bahia aos 48 pontos. Já o Cruzeiro ainda não venceu depois de conquistar o título por antecipação, com um empate e duas derrotas.

Antes de a bola rolar, houve muita festa. Os torcedores, que tiveram de superar dificuldades no trânsito de acesso ao Mineirão e também para estacionar os veículos, participaram da festa desde o início, ajudando a compor o mosaico “eu sou tri”. Três grandes balões foram colocados no gramado, registrando os três títulos brasileiros: 1966, 2003 e 2013. A taça, entregue após o jogo ao time celeste, ficou exposta na saída do túnel e as crianças que acompanharam os atletas carregavam pequenos balões amarelos em forma de estrela.

Com a bola rolando, após a manifestação do Bom Senso Futebol Clube, em que os atletas dos dois clubes trocaram passes, o Bahia mostrou muita disposição, ao contrário do Cruzeiro, que abusava da tranquilidade. Logo aos 4 min, Ricardo Goulart chocou-se com o goleiro Marcelo Lomba, foi atendido fora de campo, tentou voltar, mas não teve condições. Ele foi substituído por Willian e deixou o gramado chorando de dor no joelho.

Fernandão obrigou o goleiro Fábio a fazer a primeira defesa do jogo. Na sequência, Marcelo Lomba trabalhou duas vezes, em chute de Everton Ribeiro e cabeçada de Souza. Aos 14 min, o Bahia abriu o placar, em rápido contra-ataque, quando Willian Barbio fez boa assistência para Marquinhos Gabriel tocar para as redes. A desvantagem não mudou o ritmo do campeão brasileiro, que seguia sem pressa. Mesmo assim, houve pressão celeste, encurralando a equipe baiana em seu campo defensivo.

E aos 36 min, os jogadores cruzeirenses reclamaram forte da não marcação de pênalti de Titi em Dagoberto pelo árbitro goiano André Luiz de Freitas Castro (GO). Os atletas celestes cercaram o segundo adicional Roberto Geovani Silva, responsabilizando-o por não ter assinalado a penalidade máxima. “Foi pênalti visível, na frente do auxiliar e ele não deu”, reclamou Borges.  No minuto seguinte, Marcelo Oliveira foi obrigado a gastar sua segunda alteração por causa de contusão. O craque do Brasileirão, Everton Ribeiro, deixou o gramado para a entrada de Júlio Baptista.

O segundo tempo voltou com o Cruzeiro com mais vontade e pressionando desde o recomeço da partida. O Bahia, que segundo Marcelo Oliveira esteve muito fechado na etapa inicial, se retrancou ainda mais para os 45 minutos finais, mas sem abdicar de esporádicos contra-ataques. Logo no início, nova reclamação de pênalti marcado, em lance em que os celestes viram toque de mão do zagueiro Demerson. Aos 8 min, Borges, livre, desperdiçou chance incrível para empatar.

O Cruzeiro continuou forçando, embora deixasse espaços aos contra-ataques do Bahia. No ataque, o campeão buscava o empate, mas esbarrou em boas defesas do goleiro Marcelo Lomba, em boas cabeçadas de Julio Baptista. Cristovão Borges tentou fechar mais ainda o seu time, com a troca do meia Willian Barbio pelo volante Fabrício Lusa. Os dois treinadores trocaram seus centroavantes, com as entradas de Vinícius Araújo no lugar de Borges e de Souza na vaga de Fernandão.

Se no primeiro tempo, o Cruzeiro dava a impressão de um certo desinteresse, a situação mudou na segunda etapa e a vontade de pelo menos empatar foi grande e durou até o final da partida. Aos 25 min, o time mineiro fez o gol, com Souza, que foi anulado por impedimento. A equipe celeste não desistiu, criou e desperdiçou inúmeras chances de gols, mas aos 39 min, Vinicius Araújo completou para as redes, a bola cabeceada por Bruno Rodrigo. Quando parecia que haveria empate, Anderson Talisca fez 2 a 1 para o time baiano.

CRUZEIRO 1 X 2 BAHIA

Data: 1/12/2013 (domingo)
Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Marcia Bezerra Lopes Caetano (RO) e Fabiano da Silva Ramires (ES)
Cartões amarelos: Dagoberto (CRU); Fahel (BAH)
Gols: Marquinhos, aos 14 min do primeiro tempo; Vinícius Araújo, aos 39 min e Anderson Talisca, aos 44 min do segundo tempo

CRUZEIRO
Fábio; Ceará, Dedé, Bruno Rodrigo e Egídio; Souza, Lucas Silva, Ricardo Goulart (Willian) e Everton Ribeiro (Julio Baptista); Dagoberto e Borges (Vinicius Araújo)

Técnico: Marcelo Oliveira

BAHIA
Marcelo Lomba; Rafael Miranda, Demerson, Titi e Raul; Fahel, Hélder, Anderson Talisca e William Barbio (Fabrício Lusa); Marquinhos Gabriel (Diones) e Fernandão (Souza)

Técnico: Cristóvão Borges

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