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Fórmula 1


Internação na França reacende interesse no estado de saúde de Schumacher

AFP PHOTO/SAEED KHAN
Imagem: AFP PHOTO/SAEED KHAN

Do UOL, em São Paulo

12/09/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Ex-piloto sofreu grave acidente de esqui no final de dezembro
  • Ele ficou internado por nove meses, sendo seis deles em coma
  • Família mantém sigilo quase absoluto sobre o estado de saúde dele
  • Jornal francês revelou que Schumacher fará um tratamento com célula-tronco em Paris (FRA)

A chegada de Michael Schumacher para um tratamento sigiloso no Hospital Europeu Georges-Pompidou, em Paris (FRA), foi um dos raros vazamentos sobre a saúde do ex-piloto desde o grave acidente em 2013. A notícia trouxe de volta as perguntas em relação ao real estado clínico do heptacampeão de Fórmula 1.

O alemão está na capital francesa para ser submetido a transfusões de células-tronco, com o objetivo de se obter uma ação "anti-inflamatória sistêmica", de acordo com o jornal francês "Le Parisien". O procedimento é conduzido pelo cirurgião cardíaco Philippe Menasché, pioneiro no uso de terapia celular contra a insuficiência do coração e membro do conselho de administração do Instituto do Cérebro e da Medula Óssea do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris.

Schumacher sofreu lesões cerebrais após cair enquanto esquiava nas montanhas da região de Méribel, na França. O alemão passou nove meses internado, sendo seis deles em coma, e agora consegue "sentir as pessoas a seu redor". Essas foram as últimas informações precisas sobre o ex-piloto. Resguardado em uma mansão na Suíça, ele tem seu real estado de saúde guardado em total sigilo pela família e pela assessora de imprensa Sabine Khem.

Família faz tudo "humanamente possível" para ajudar

Corinna Schumacher, mulher de Michael Schumacher - Daniel Kopatsch/Bongarts/Getty Images
Corinna Schumacher, mulher de Michael Schumacher
Imagem: Daniel Kopatsch/Bongarts/Getty Images

O dia que antecedeu os 50 anos de Schumacher, em janeiro, teve um raro comentário da família sobre seu estado de saúde. Em nota oficial, Corinna Schumacher, mulher do alemão, disse para os fãs terem "certeza que ele está nas melhores mãos e estão fazendo tudo humanamente possível para ajudá-lo".

A "lei do silêncio" também é adotada pelo filho Mick Schumacher. Membro da academia de jovens da Ferrari e piloto da Prema Racing, da Fórmula 2, o jovem de 20 anos faz raros comentários sobre o pai. Quando fala, sempre enaltece os feitos dentro das pistas. "Ser comparado ao melhor piloto da história da Fórmula 1 é o que você quer. O fato de o meu pai ser um ídolo é muito especial. É uma honra ser comparado com ele, porque eu simplesmente sempre me dedico a aprender e tentar melhorar".

A relação com seus ex-companheiros de Ferrari

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Os amigos de Schumacher dos tempos de Fórmula 1 tentam ao máximo manter o sigilo sobre o alemão. Companheiro na Ferrari, Felipe Massa disse em 2017 que sabia como o ex-piloto estava, mas que respeitava o desejo da família. "Eles preferem deixar tudo entre eles".

Postura semelhante é adotada por Jean Todt, presidente da FIA (Federação Internacional do Automóvel) e ex-chefe de equipe da Ferrari na época de Schumacher. O francês jamais disse coisas concretas sobre a saúde do alemão, mas revelou ter acompanhado o GP da Alemanha deste ano e o GP Brasil do ano passado ao lado do amigo, na Suíça. Ele diz "saber tudo" sobre o heptacampeão.

As notícias nunca confirmadas

Em quase seis anos de silêncio quase total da família, os tabloides europeus publicaram diversas notícias que nunca se confirmaram. Em 2018, o alemão "Bild" noticiou que Schumacher não estava mais acamado. A revista "Bravo" disse que ele seria transferido para os Estados Unidos. Rumor semelhante afirmava que a mudança seria para Mallorca, na Espanha. Nenhuma delas se concretizou. As autoridades da cidade espanhola chegaram a emitir um comunicado oficial para desmentir a notícia.

Mas por que o silêncio?

Mesmo a falta de informações resultando em diversas fake news vindas de tabloides europeus sensacionalistas, a família de Schumacher mantém a postura de discrição. O motivo seria o desejo de seguir o estilo que o ex-piloto sempre adotou na época em que corria.

"Michael desenhou uma linha clara entre sua vida pública e privada, que sempre foi aceita pelos fãs e mídia. A decisão de proteger sua privacidade foi tomada em interesse do próprio Michael. Eu acho que esse era o desejo secreto dele. É por isso que agora eu ainda quero cumprir seus desejos e não deixar que nada saia", explicou Sabine Khem, em 2016.