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Schumacher é levado para fazer tratamento em Paris sob sigilo

Michael Schumacher em 2006 - JOSE LUIS ROCA / AFP
Michael Schumacher em 2006 Imagem: JOSE LUIS ROCA / AFP

ANSA

Em Paris (França)

09/09/2019 16h41

O ex-piloto alemão Michael Schumacher chegou hoje (9) ao Hospital Europeu Georges-Pompidou, em Paris, para realizar um tratamento mantido sob sigilo por seu entorno. A informação foi divulgada pelo jornal Le Parisien, que diz que o heptacampeão de Fórmula 1 será submetido a transfusões de células-tronco, com o objetivo de se obter uma ação "anti-inflamatória sistêmica".

Segundo o jornal, Schumacher chegou ao hospital por volta das 15h40 locais (10h40 de Brasília), em uma ambulância com placas de Genebra, na Suíça. Para manter a privacidade, ele foi conduzido em uma maca coberta com um pano azul, que impedia a visão do paciente. Cerca de dez pessoas faziam a segurança do local.

O tratamento deve ser aplicado pelo cirurgião cardíaco Philippe Menasché, pioneiro no uso de terapia celular contra a insuficiência do coração. O médico também faz parte do conselho de administração do Instituto do Cérebro e da Medula Óssea do Hospital Pitié-Salpêtrière, em Paris. Além dele, Schumacher está sendo atendido pelo seu cirurgião particular, o médico Gérard Saillant.

Menasché é um pioneiro na utilização de células cardíacas embrionárias em pacientes. De acordo com o Le Parisien, desde 2014 ele realiza experimentos injetando por via intravenosa um coquetel de secreções terapêuticas preparadas em laboratório a partir de células cardíacas ultrajovens derivadas de células-tronco especiais.

Menasché e a direção do Georges-Pompidou não confirmaram nem desmentiram as informações sobre Schumacher, usando o argumento do segredo médico. Alguns jornais franceses asseguram que o alemão, que vive na Suíça, esteve em Paris ao menos duas vezes no primeiro semestre para realizar um tratamento médico.

Hoje com 50 anos de idade, Schumacher sofreu um grave acidente de esqui em dezembro de 2013, em Méribel, no sul da França, ao cair e bater a cabeça em uma rocha. Quase seis anos após a queda, a família do ex-piloto mantém seu real estado de saúde sob sigilo.

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