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Largada é aposta da Ferrari para bater Mercedes no Bahrein. Entenda

Mark Thompson/Getty Images
Imagem: Mark Thompson/Getty Images

Julianne Cerasoli

Do UOL, em São Paulo

30/03/2016 06h00

Um dos momentos que serão acompanhados com maior curiosidade no GP do Bahrein, segunda etapa do mundial de Fórmula 1, neste domingo, será a largada.  Afinal, desde os testes de pré-temporada, a Ferrari vem chamando a atenção nesse quesito, enquanto a Mercedes reconhece que deixou a desejar na primeira prova do ano, na Austrália, quando seus dois pilotos foram ultrapassados facilmente pela dupla ferrarista nos primeiros metros de prova.

Apesar de Nico Rosberg e Lewis Hamilton terem conseguido, muito em função da adoção de estratégias melhores, garantir a dobradinha em Melbourne, acredita-se que essa superioridade das largadas da Ferrari possa complicar a vida do time nas próximas etapas.

Uma novidade no procedimento de largada foi uma das mudanças no regulamento técnico para este ano: além de não poderem receber instruções de última hora via rádio sobre as configurações de embreagem, os pilotos agora têm apenas uma alavanca, ao invés das duas usadas até o ano passado.

Essa alteração tira parte da automação do procedimento de largada e faz com que o piloto precise ter mais sensibilidade para identificar o ponto exato da embreagem para colocar a primeira marcha e acelerar sem que as rodas patinem.

Além disso, as próprias equipes tiveram de adaptar seus mecanismos, e seria nesse ponto que a Ferrari teria saído na frente, adotando um tipo de alavanca que ajuda o piloto na hora de encontrar o chamado bite point.

Esse ponto de embreagem é extremamente sensível na F-1, variando de acordo com o tipo de pneu usado, a aderência e temperatura do asfalto, as rotações e mapeamento do motor, entre outros. Ele é calculado pelos engenheiros em simulações feitas durante todo o final de semana mas, devido a estas variáveis, é possível que as condições estejam diferentes na hora da largada.

É aí que entra a importância da sensibilidade de cada piloto, lembrando que os times estão proibidos de dar informações sobre esse procedimento após o último e mais decisivo ensaio, quando os carros partem para a volta de apresentação. É neste momento em que os pilotos têm de avaliar se as rodas patinaram e alterar seu procedimento caso sintam a necessidade.

Após o GP da Austrália, o diretor técnico da Mercedes Paddy Lowe afirmou que os procedimentos da equipe seriam revistos para o GP do Bahrein. “Nossas largadas não foram boas durante todo o final de semana. Provavelmente isso aconteceu por uma série de fatores combinados”, afirmou.

A prova se o time conseguiu resolver o problema será ao meio-dia do domingo. As atividades de pista começam com os treinos livres às 8h e às 12h da sexta-feira pelo horário de Brasília. A classificação será ao meio-dia do sábado.

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