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Vitor Guedes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Mengo nas oitavas: Dorival não é Joel, Tolima não é América-MEX de Cabañas

Andreas Pereira comemora gol pelo Flamengo contra o Tolima, pela Libertadores - Staff images / CONMEBOL
Andreas Pereira comemora gol pelo Flamengo contra o Tolima, pela Libertadores Imagem: Staff images / CONMEBOL
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Vitor Guedes

Vitor Guedes é jornalista e professor universitário pós-graduado em Português, Língua e Literatura pela UMESP, autor do livro "Paixão Corinthiana", com passagens por Jovem Pan, Lance!, Site do Corinthians, BandNews FM, Agora São Paulo, FAPSP e UNG. Com Copas do Mundo, Mundial Libertadores, Brasileiros e dezenas de Paulistas no currículo, Vitor Guedes é 1977, pai do Basílio, ZL e, atualmente, é colunista do UOL Esporte e comentarista do Baita Amigos no Bandsports

Colunista do UOL

29/06/2022 23h23Atualizada em 30/06/2022 00h38

Resultadaço! Como futebol não é decidido por desempenho, posse de bola nem mapa de calor, Tolima 0 x 1 Flamengo deixou o Rubro-Negro na boa para carimbar a vaga às quartas no Maracanã e esperar por Corinthians ou, mais provável, Boca Juniors.

Desfalcado, desgastado, pressionado, alijado da disputa no Brasileiro e em desvantagem nas oitavas da Copa do Brasil, o Flamengo sabia que não teria vida fácil na Colômbia e poderia voltar para casa com uma crise muito maior em caso de insucesso.

Dorival Júnior, que fez uma mescla entre veteranos (Éverton Ribeiro e Diego Ribas), que caíram em desgraça com a massa, e atletas que nunca fizeram nada para merecer a confiança da torcida (Rodinei e Léo Pereira), sabia que seria responsabilizado em caso de fiasco.

E Andreas Pereira, herói do último título continental do Palmeiras e de saída, tratou de colocar o Flamengo à frente logo no início. A partir daí, a pressão do Tolima se intensificou, e o Flamengo, na raça, na coragem, na sorte e abençoado por São Judas, tratou de segurar o 1 a 0, ótimo resultado.

Um lance que pode ilustrar uma mudança de fase foi quando Santos, em uma pixotada que Diego Alves e Hugo assinariam, quase entregou o empate, mas Léo Pereira salvou.

No segundo tempo, o Tolima, muito mais na empolgação e no abafa do que na organização e na qualidade, continuou pressionando, mas o Fla segurou a ótima vitória. E tivesse mais esmero nos contra-ataques poderia até ter ampliado.

No entanto, o rubro-negro mais exigente, o jesuíta que vive em 2019, pode dizer, e terá razão, que o Fla de Dorival não jogou quase nada e teve mais sorte do que juízo. É verdade, como é verdade também que o recém-chegado Jorge Jesus fez um monte de bobagem (Rafinha no meio-campo) e quase foi eliminado pelo Emelec nesta mesma fase da Libertadores-2019.

O fato é que Dorival Júnior não é Jesus, mas é muito mais técnico que Joel Santana. E esse Tolima não parece ter a mesma força demonstrada pelo América-MEX de Cabañas, no 3 a 0 registrado no Maracanã, em 7 de maio de 2008.

Em tempo: saudade do Paulo Sousa, nação?

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É nóis no UOL!

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