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Vitor Guedes

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Busto em Itaquera para o kamikaze técnico santista

El, el, ele, Fabian Bustos, técnico do Santos, não desempenhou bem o seu papel... - Marcello Zambrana/AGIF
El, el, ele, Fabian Bustos, técnico do Santos, não desempenhou bem o seu papel... Imagem: Marcello Zambrana/AGIF
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Vitor Guedes

Vitor Guedes é jornalista e professor universitário pós-graduado em Português, Língua e Literatura pela UMESP, autor do livro "Paixão Corinthiana", com passagens por Jovem Pan, Lance!, Site do Corinthians, BandNews FM, Agora São Paulo, FAPSP e UNG. Com Copas do Mundo, Mundial Libertadores, Brasileiros e dezenas de Paulistas no currículo, Vitor Guedes é 1977, pai do Basílio, ZL e, atualmente, é colunista do UOL Esporte e comentarista do Baita Amigos no Bandsports

Colunista do UOL

23/06/2022 11h45Atualizada em 23/06/2022 11h45

"Eu tinha que tirar os 11 [jogadores no intervalo]. Todos, menos Marcos Leonardo e João Paulo. É fácil falar no mau resultado, porque o Lucas Braga [atacante pessimamente escalado como lateral] foi o melhor no outro dia. Não gosto de falar mal de jogador, mas sem João Paulo e Marcos Leonardo, tinha que trocar todos. O primeiro gol foi em uma falta sobre o Baptistão. Mas há um erro grosseiro de dois jogadores. No terceiro, não sobe. Me dá vergonha estar aqui."

Pela escalação, alterações, comportamento da lateral do campo e, principalmente, pela estúpida e kamikaze entrevista coletiva dado após o chocolate de 4 a 0, o técnico argentino merece um busto na Neo Química Arena. Não fosse ele, o Corinthians não teria feito, disparado, a sua melhor apresentação sob o comando de Vítor Pereira.

"Foi uma vergonha, exatamente. Tudo. Não tenho nem o que dizer. Foi uma vergonha. Não sei com que cara olhar para as pessoas de Santos. Foi uma vergonha. Trotamos em campo, não competimos como temos que competir"; Como Bustos não corre em campo nem compete pela bola, ficou claro a mensagem: a culpa de ele estar sentindo vergonha é do elenco. Não que ele esteja 100% errado, mas é tão óbvio que é estúpido o comandante não assumir a responsabilidade e que esse comportamento mata o ambiente que não precisa de maiores explicações.

De forma bem resumida, ganhou, ou melhor, atropelou quem escalou todos os melhores jogadores que tinha à disposição, com os atletas dispostos em suas respectivas posições, contra quem inventou Lucas Braga na lateral direito tendo Auro, que não é o Carlos Alberto Torres, mas é lateral direito de ofício, no banco.

Ok, Bustos errou e, mesmo com o baile sofrido pela lateral, não corrigiu e insistiu com a imbecilidade até o vareio corinthiano ser transformado em goleada de 4 a 0, a maior do inimigo desde o 7 a 1 registrado no Brasileirão-2005.

Alguém dirá, com toda a razão do mundo, que o Corinthians é melhor e jogou em casa com o apoio de mais de 40 mil torcedores (com a absurda regra da torcida única) e, pois, poderia ganhar de qualquer jeito, mesmo se Bustos não errasse tudo. É verdade, mas também é verdade que esse Corinthians não havia vencido nenhum clássico e, no Brasileiro, não fez 4 a 0 em ninguém...

Se alguém, com algum grau de cara de pau e excesso constrangedor de passa-panismo, é capaz de minimizar os erros de escalação e a demora em corrigir de Bustos, é impossível defender o que o treinador argentino fez no pós-jogo, quando, de forma inacreditável e nada inteligente, acabou com qualquer chance de manter o controle do vestiário e entregou a cabeça de todo os seus comandados...

Qual a chance desse grupo, colocado na guilhotina publicamente por Bustos, reagir sob o seu comando agora? Eu começo:a mesma do santista João Gallo, padrinho do meu filho Basílio, ovular: nenhuma!

A avaliação completa do clássico, pela ótica mosqueteira, com a nota dos jogadores e do técnico Vítor Pereira, você confere na Live do Corinthians no UOL Esporte comigo e Ricardo Perrone.

Para os torcedores peixeiros, também no canal do UOL Esporte, está disponível a Live do Santos com os amigos Gabriela Brino e Maurício Barros.

Eu sou o Vitor Guedes e tenho um nome a zelar. E zelar, claro, vem de ZL! É nóis no UOL!

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