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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Tóquio 2020: equilíbrio no feminino

Surfistas brasileiras Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima - Getty Images
Surfistas brasileiras Tatiana Weston-Webb e Silvana Lima Imagem: Getty Images
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Thiago Blum

É jornalista esportivo desde 1992, mas acompanha o surfe há quatro décadas. Trabalhou por 19 anos na ESPN e atualmente é editor de esportes do Jornal da Band. Cobriu cinco Copas do Mundo e cinco edições dos Jogos Olímpicos.

Colunista do UOL

14/07/2021 16h52

Entre os homens, não tem segredo.

Gabriel Medina e Italo Ferreira são os grandes nomes para levar medalha na estreia do surfe em Jogos Olímpicos.

Mas se no masculino só uma surpresa tira o ouro do Brasil, a disputa entre as mulheres tem tudo para ser absolutamente parelha.

A dupla verde e amarela formada pela experiente Silvana Lima e a craque Tatiana Weston-Webb tem boas chances de subir no pódio.

Mas ao contrário dos parceiros de time, não começam as baterias nas ondas em Tsurigazaki como super favoritas.

É claro que Tati está na lista das melhores, mas a meu ver, atrás de nomes pesadíssimos.

Carissa Moore - WSL - WSL
Carissa Moore
Imagem: WSL

Carissa Moore lidera a equipe americana.

Tetracampeã mundial da WSL, a havaiana é uma máquina de competição, em qualquer condição.

Pra completar, ela faz uma temporada quase perfeita. Chegou pelo menos nas semifinais nas 6 etapas do tour, venceu uma e lidera o ranking com muita folga.

Com certeza, o nome a ser batido.

A dupla australiana também é muito forte, e vem daí a minha segunda aposta no feminino.

Mesmo com a presença de Stephanie Gilmore - 7X campeã mundial, acredito que Sally Fitzgibbons é candidatíssima a uma das medalhas em Tóquio.

Embalada, ela conquistou dois títulos nos últimos meses: o evento na ilha de Rottnest, na Austrália, e o ISA Games, disputado em El Salvador.

Johanne Defay - WSL - WSL
Johanne Defay
Imagem: WSL

Pra fechar a turma que coloco como top 3, uma europeia.

A francesa Johanne Defay.

Outra atleta que está em grande fase.

Com um vice na Austrália e o título da prova nas ondas artificiais da piscina da Califórnia, Defay escalou o ranking e assumiu a 2ª posição.

Além de talento, surfe mexe muito com a cabeça a confiança.

E vitórias, lógico... atraem mais bons resultados.

Silvana Lima - ISA Games - ISA Games
Silvana Lima durante o ISA Games 2019
Imagem: ISA Games

Mas a batalha acontece na água... e o momento do mar em cada bateria traz situações bem distintas.

A disputa olímpica vai rolar em um 'beach break' - fundo de areia - muito comum em vários picos brasileiros.

Uma condição - que se não agrada tanto Tatiana Weston-Webb, que prefere ondas mais pesadas em fundo de pedra ou coral - é ideal para Silvana Lima.

Quer um exemplo?

As últimas fotos desta matéria não mentem... trazem ótimas lembranças e otimismo.

Silvana Lima no pódio no ISA Games 2019 - ISA Games - ISA Games
Silvana Lima medalha de prata no ISA Games 2019
Imagem: ISA Games

Em 2019, Silvana quebrou tudo em Miyzaki, no Japão, durante o ISA Games - os Jogos Mundiais de Surfe, uma espécie de "evento teste" para a Olimpíada.

Só ficou atrás da peruana Sofia Mulanovich e ficou com a medalha de prata.

Na frente sabe de quem? Justamente da multi-campeã Carissa Moore!!!

Olha aí a inspiração!!!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL