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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

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Medina e Tatiana abandonam Mundial Amador de Surfe após surto de covid

Gabriel Medina comemora título da etapa de Rottnest Search, na Austrália  - Matt Dunbar / World Surrf League via Getty Images
Gabriel Medina comemora título da etapa de Rottnest Search, na Austrália Imagem: Matt Dunbar / World Surrf League via Getty Images
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

31/05/2021 15h32

Gabriel Medina e Tatiana Weston-Webb anunciaram hoje (31) que estão abandonando o ISA Games, Campeonato Mundial Amador de Surfe, que está sendo realizado em El Salvador e teve as primeiras baterias realizadas ontem (30). De acordo com a Confederação Brasileira de Surfe (CBSurfe), eles alegaram não se sentirem seguros na competição, que teve 28 casos de covid identificados antes do seu início.

"Apesar de toda a estrutura montada pela CBSurf e o COB para receber a Seleção Brasileira de Surfe em El Salvador, contando com um hotel exclusivo, localizado em uma praia vizinha às praias de competição, a fim de garantir maior privacidade e isolamento à equipe, e a hospedagem em quartos individuais, esses atletas se sentem mais seguros retornando para as suas casas neste momento", explicou a CBSurfe.

A ISA (Associação Internacional de Surfe, na sigla em inglês) é a entidade máxima do surfe amador, porém não tinha relevância para o surfe profissional, administrado pela WSL, uma liga privada. Com a inclusão do surfe na Olimpíada, contudo, coube à ISA organizar a competição em Tóquio e seu processo de classificação.

E, aproveitando desse poder a ela atribuído, a ISA incluiu a participação em dois "ISA Games" como exigência de elegibilidade para Tóquio. Assim, os quatro brasileiros classificados para a Olimpíada se viram obrigados a irem a El Salvador, onde 28 casos de covid foram identificados na sexta, incluindo a brasileira Silvana Lima. Os profissionais pressionaram para que o evento fosse cancelado ou adiado, mas não foram ouvidos.

Ontem, Tatiana, Medina e Ítalo Ferreira caíram na água para a primeira fase da competição e venceram suas baterias sem nenhuma dificuldade. Cumprida a exigência de terem participado do torneio, Medina e Tatiana abandonaram a competição hoje. "Frente ao complexo e desafiante cenário imposto, a Confederação Brasileira de Surf respeita e acolhe a decisão dos atletas convocados e está prestando o suporte necessário para que possam retornar com segurança", defendeu a confederação.