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Olhar Olímpico

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Atleta olímpico do vôlei brasileiro, Suíço morre de covid aos 67 anos

Suíço, ex-jogador de vôlei morto pela covid, e Bruninho, de quem era padrinho - Reprodução/Facebook
Suíço, ex-jogador de vôlei morto pela covid, e Bruninho, de quem era padrinho Imagem: Reprodução/Facebook
Demétrio Vecchioli

Demétrio Vecchioli, jornalista nascido em São Roque (SP), é graduado e pós-graduado pela Faculdade Cásper Líbero. Começou na Rádio Gazeta, foi repórter na Agência Estado e no Estadão. Dedicado à cobertura de esportes olímpicos, escreveu para o UOL, para a revista Istoé 2016, foi colunista da Rádio Estadão e, antes do Olhar Olímpico, manteve o blog Olimpílulas. Neste espaço, olha para os protagonistas e os palcos do esporte olímpico. No Olhar Olímpico têm destaque tanto os grandes atletas quanto as grandes histórias. O olhar também está sobre os agentes públicos e os dirigentes esportivos, fiscalizados com lupa. Se você tem críticas, elogios e principalmente sugestões de pautas, escreva para demetrio.prado@gmail.com

02/04/2021 17h22

O esporte brasileiro perdeu mais um ídolo para a covid. Jean Luc Rosat, conhecido nas quadras como Suíço, atleta olímpico nos Jogos de Montreal, em 1976, e em Moscou, em 1980, faleceu hoje (2) vítima da doença, no Rio de Janeiro, aos 67 anos. Pelo calendário da cidade, ele poderia tomar a vacina exatamente hoje.

Nascido em Montevidéu, no Uruguai, onde os pais moravam à época, Suíço se mudou aos três anos para o Brasil. No Rio, começou a jogar vôlei na AABB e logo se transferiu para o Botafogo, onde fez carreira ao lado de nomes como Bebeto de Freitas e Bernardinho, de quem foi mentor e, depois, grande amigo.

De acordo com a enciclopédia Atletas Olímpicos Brasileiros, Suíço chegou à seleção brasileira aos 21 anos. Foi prata no Pan da Cidade do México, em 1975, e das duas Olimpíadas seguintes, encerrando em 1980 sua carreira pela seleção. Ainda assim, continuou jogando pelo Botafogo, sendo campeão carioca, brasileiro e sul-americano.

Querido no meio do vôlei, Suíço era padrinho de batismo do atual levantador da seleção brasileira de vôlei Bruninho. "Hoje a comunidade do vôlei perdeu um grande amigo, craque dentro e fora da quadras: Jean Luc Rosat, o suíço, meu compadre, meu mentor em muitos momentos da minha vida, meu sócio, parte da nossa família. Do bem, alto astral, inteligente e leal: amigo. A covid o levou, mas as lembranças e tantas histórias o manterão entre nós", escreveu Bernardinho no Instagram.